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CTT avançam com processo de venda de posição de controlo no Banco CTT
O grupo postal iniciou uma reavaliação estratégica das opções para o banco e pretende privilegiar soluções que lhe permitam manter-se como parceiro de longo prazo, tanto na qualidade de acionista como através da utilização da sua rede
04 Nov 2026 - 15:46
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Foto CTT
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Os CTT decidiram iniciar um processo de venda de uma posição de controlo no capital do Banco CTT, na sequência de uma reavaliação estratégica das opções disponíveis para o futuro da instituição financeira anunciou a instituição num comunicado enviado esta semana à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A empresa informa que a decisão foi tomada pelo Conselho de Administração e que o processo ficará sujeito às obrigações contratuais existentes entre os atuais acionistas.
Os CTT sublinham, contudo, que pretendem continuar ligados ao Banco CTT como parceiro de longo prazo, privilegiando soluções que permitam manter uma participação acionista e assegurar a utilização da sua rede no desenvolvimento do plano de negócios da instituição.
A empresa afirma que irá avaliar todas as alternativas que melhor salvaguardem os interesses da sociedade, dos seus acionistas, dos restantes stakeholders e do próprio Banco CTT.
Esta decisão surge na sequência do comunicado de 21 de julho de 2026, no qual os CTT consideravam prematuro falar de qualquer processo que pudesse conduzir a uma eventual transação ou parceria relativa ao banco. Desde então, a empresa avançou com uma reavaliação estratégica das opções nesta matéria.
Os CTT comprometem-se a informar o mercado, nos termos legais e regulamentares aplicáveis, caso venha a ser concluído algum processo decorrente da estratégia que vier a ser adotada.
Entretanto, o Banco CTT encerrou os primeiros nove meses de 2026 com um lucro líquido consolidado de 13,8 milhões de euros, menos 9% do que os 15,1 milhões registados no período homólogo. A rendibilidade, medida pelo ROE (Return on Equity), fixou-se em 5,6%.
A descida dos lucros ficou-se a dever, sobretudo, ao aumento de 30% dos impostos sobre o rendimento. O resultado antes de impostos ascendeu a 18,3 milhões de euros.
A margem financeira aumentou 11%, para 84,7 milhões de euros, enquanto as comissões cresceram 12%, para 23,2 milhões de euros. O produto bancário registou uma subida de 9%, totalizando 105 milhões de euros.
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