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Revolut atinge avaliação de 115 mil milhões de dólares após nova ronda de financiamento

A operação foi liderada pela Glade Brook Capital Partners, Coatue, Durable Capital Partners, T. Rowe Price e Baillie Gifford. A fintech pretende ultrapassar os 100 milhões de clientes ativos em mais de 100 países

04 Nov 2026 - 14:26

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Foto Revolut

revolut londres

Foto Revolut

A Revolut concluiu uma nova ronda de angariação de fundos que fixa a avaliação da empresa em 115 mil milhões de dólares (cerca de 99 mil milhões de euros), reforçando a sua posição entre as empresas financeiras privadas mais valiosas do mundo.

A operação, anunciada nesta quarta-feira, 4 de novembro, foi liderada pelos investidores Glade Brook Capital Partners, Coatue, Durable Capital Partners, T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford, contando com a participação de investidores que já acompanhavam a empresa e de novos parceiros internacionais.

A nova avaliação surge num ano marcado pela expansão internacional da instituição, que lançou operações bancárias completas no Reino Unido, México, Austrália e Nova Zelândia. Em paralelo, obteve licenças bancárias em França, na Colômbia e na Argentina, tendo ainda recebido aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para uma licença bancária nacional nos Estados Unidos.

Estes desenvolvimentos reforçam a presença internacional da Revolut, que mantém operações bancárias em 30 mercados do Espaço Económico Europeu (EEE).

O crescimento geográfico é acompanhado por uma evolução positiva dos resultados financeiros. Em 2025, as receitas aumentaram 46%, para seis mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de libras), enquanto o resultado antes de impostos cresceu 57%, atingindo 2,3 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de libras).

A margem antes de impostos fixou-se nos 38%, refletindo a evolução da rentabilidade da empresa.

Objetivo passa por alcançar 100 milhões de clientes

A nova operação de financiamento enquadra-se na estratégia de crescimento de longo prazo da Revolut, que pretende ultrapassar os 100 milhões de clientes ativos em mais de 100 países.

«Cada banco que lançamos significa que mais pessoas têm acesso a uma forma melhor de gerir o seu dinheiro, onde quer que vivam», afirmou Nik Storonsky, fundador e presidente executivo da Revolut.

O responsável destacou também a participação dos trabalhadores no capital da empresa, uma componente que considera central na cultura da instituição desde a sua fundação. Neste contexto, a Revolut voltou a dar aos colaboradores a oportunidade de participarem na valorização da empresa através do acesso ao seu capital.

Por sua vez, Victor Stinga, diretor financeiro da Revolut, afirmou que os marcos alcançados em 2026 resultam de vários anos de investimento e desenvolvimento, permitindo reforçar a oferta de banca digital nos principais mercados e preparar a expansão para novos países.

A confiança dos investidores, tanto dos atuais como dos novos participantes na operação, reflete, segundo o CFO, a oportunidade de construir «o primeiro banco verdadeiramente global».

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