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Dívida das famílias, empresas e Estado avança para 818,4 mil milhões
O endividamento do setor não financeiro aumentou 4,4 mil milhões de euros em janeiro. A dívida pública cresceu 4 mil milhões, enquanto a dívida privada subiu 400 milhões, com particular destaque para o crédito à habitação.
24 Mar 2025 - 11:44
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O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou cerca de 4,4 mil milhões de euros em janeiro, em termos homólogos, para 818,4 mil milhões de euros, anunciou nesta segunda-feira o Banco de Portugal (BdP).
No final de janeiro deste ano, o endividamento do setor privado – que inclui empresas e particulares – representava 455 mil milhões de euros, enquanto a dívida do setor público – que inclui administrações públicas e empresas públicas – totalizava 363,4 mil milhões de euros, segundo divulgou o BdP.
A maior fatia da evolução homóloga da dívida do setor não financeiro deveu-se ao setor público, que no espaço de 12 meses aumentou cerca de 4 mil milhões de euros, com a maioria (3,1 mil milhões de euros) a ser junto do exterior. O banco central atribuiu esta subida ao investimento de não residentes em títulos de dívida pública de longo prazo, mas também ao aumento perante as empresas (mais 500 milhões de euros), as administrações públicas (300 milhões de euros) e os particulares (200 milhões de euros).
Por sua vez, a dívida do setor privado era, em janeiro, cerca de 400 milhões de euros superior à registada um ano antes. A maior fatia foi dos particulares, cuja dívida aumentou em 300 milhões de euros, “principalmente junto dos bancos, por via do crédito à habitação”, enquanto as empresas privadas subiram a sua dívida em 100 milhões de euros.
Em janeiro, o endividamento das empresas privadas teve uma taxa de variação anual (tva) – que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas – de 1,6%, acelerando face a 1,2% no mês anterior. O banco central aponta que a tva do endividamento dos particulares “apresenta uma tendência de crescimento nos últimos 15 meses”, tendo, em janeiro, subido 4,2%.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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