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Portugueses contrataram 1,2 mil milhões em crédito à habitação em março

No total, o endividamento do setor não financeiro ascendeu a 868,1 mil milhões. Aumento do endividamento dos particulares tem vindo a estabilizar.

25 Mai 2026 - 11:53

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Foto: Pexels

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Os portugueses continuam a fazer mexer o mercado do crédito à habitação. Em março, os particulares endividaram-se em mais 1,2 mil milhões, essencialmente junto dos bancos, com esta finalidade. Este valor representa a larga maioria do total da subida de 1,6 mil milhões de endividamento dos particulares.

Ainda no setor privado, as empesas contraíram dívidas no valor de 2,2 mil milhões em março, “refletindo, principalmente, o incremento do financiamento obtido junto do setor financeiro e do exterior”, em 1,6 mil milhões e 600 milhões, respetivamente, segundo explica o Banco de Portugal em comunicado. Isto eleva o total do aumento do endividamento setor privado para 3,8 mil milhões.

A taxa de variação anual do endividamento dos particulares foi de 8,74%, acima dos 8,64% do mês anterior. A subida do endividamento tem vindo a estabilizar-se desde o final de 2025. Já as empresas encontram-se numa trajetória ascendente, registando um crescimento nos últimos três meses. Em março, a taxa de variação homóloga fixou-se em 3,49%, subindo em relação aos 3,07% registados em fevereiro.

Do lado do setor público, o endividamento cresceu 1,7 mil milhões. O aumento da dívida deu-se perante o setor financeiro, em 2 mil milhões – maioritariamente devido ao investimento em títulos de dívida pública por bancos, em 1,9 mil milhões – e as administrações públicas, em 1,2 mil milhões – através dos depósitos junto do Tesouro, em 600 milhões, e dos títulos de dívida, em 400 milhões. Houve ainda uma contração de dívida de 200 milhões e 100 milhões, junto de empresas e particulares, respetivamente.

Por outro lado, o setor público reduziu a dívida em 1,8 mil milhões perante o exterior devido ao vencimento de Bilhetes do Tesouro.

No total, o setor não financeiro aumentou o seu endividamento em 5,4 mil milhões, passando para 868,1 mil milhões. Deste total, 489,3 mil milhões correspondem ao setor privado e 378,8 mil milhões ao setor público.

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