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Empresas da zona euro esperam condições de crédito bancário mais difíceis

Subida dos juros, mais taxas e comissões é o que esperam as mais de 12 mil empresas inquiridas pelo Banco Central Europeu

26 Out 2026 - 11:47

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Foto Adobe Stockluaeva

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As empresas que operam na zona euro antecipam maiores dificuldades no acesso ao financiamento bancário, com juros mais elevados e mais taxas e comissões. Um inquérito realizado pelo Banco Central Europeu (BCE) a 12.822 empresas da zona euro, das quais 11.917 (93%) tinham menos de 250 trabalhadores, entre 26 de agosto e 2 de outubro de 2026, mostra que empresas de todas as dimensões antecipam um agravamento das condições de crédito.

«As empresas relataram, em geral, um aperto líquido adicional nas taxas de juro dos empréstimos bancários. Um total de 46% das empresas referiu um aumento das taxas de juro bancárias, em comparação com 42% no trimestre anterior. O aumento das taxas de juro foi referido com maior frequência pelas grandes empresas (55%, face a 41%) do que pelas PME (38%, face a 43%). Além das taxas de juro, as empresas também enfrentaram, em termos líquidos, um aumento dos custos dos empréstimos não relacionados com juros, embora em menor escala do que no inquérito anterior», refere o relatório do BCE, publicado nesta segunda-feira.

De acordo com a instituição liderada por Christine Lagarde, «a disponibilidade de crédito bancário diminuiu mais do que a procura, resultando num agravamento do défice de financiamento. Um saldo líquido de 5% das empresas reportou uma redução da disponibilidade de crédito bancário (face a -1% no trimestre anterior), enquanto um saldo líquido de 2% das empresas indicou uma diminuição da procura de crédito bancário (em comparação com um aumento líquido de 2% no segundo trimestre)».

«A evolução da disponibilidade de crédito bancário foi semelhante entre empresas de diferentes dimensões, tendo tanto as PME (-5%, face a -4%) como as grandes empresas (-6%, face a 4%) reportado uma diminuição. As PME indicaram que a procura de crédito bancário permaneceu praticamente inalterada (saldo líquido de 1%, face a 2%), enquanto as grandes empresas assinalaram uma diminuição (saldo líquido de -6%, em comparação com 3% no trimestre anterior)», acrescenta o inquérito.

Como resultado, o indicador do défice de financiamento bancário da zona euro — um índice que mede a diferença entre as variações da procura e da disponibilidade de crédito — permaneceu positivo, situando-se num saldo líquido de 2% das empresas, em comparação com 3% no trimestre anterior. Quanto às perspetivas futuras, nesta edição do inquérito, mais empresas esperam que a disponibilidade de financiamento externo diminua nos próximos três meses do que na edição anterior.

As empresas continuaram a considerar as perspetivas económicas gerais como o principal fator limitativo da disponibilidade de financiamento externo. No terceiro trimestre de 2026, 31% das empresas referiram que a deterioração das perspetivas económicas gerais afetou negativamente a disponibilidade de financiamento externo, um aumento face aos 29% registados no segundo trimestre de 2026.

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