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Endividamento de particulares cresceu 7 mil milhões no 1.º semestre, impulsionado pelo crédito à habitação
O crédito à habitação dos portugueses aumentou 5,1 mil milhões até junho. O endividamento dos particulares cresceu 6,68% na primeira metade do ano, um recorde desde 2008.
22 Ago 2025 - 12:22
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O crédito à habitação está a sustentar o aumento de endividamento dos portugueses. No primeiro semestre do ano, houve uma subida de 7 mil milhões na dívida dos particulares, dos quais 5,1 mil milhões dizem respeito a empréstimos para habitação, informa o Banco de Portugal (BdP). A maioria do endividamento – onde se incluem os créditos referidos – foi feito junto do setor financeiro, totalizando 6,6 mil milhões. O restante veio de empresas, particulares ou do exterior.
A variação homóloga do endividamento dos particulares teve, de novo, um aumento recorde, fixando-se em 6,68% em junho. Esta é a 19.ª subida consecutiva e bate o recorde do mês anterior, quando se fixou em 6,1%, ambas em máximos desde 2008. Já o endividamento das empresas privadas em junho cresceu 2,6% em termos homólogos.
O setor privado em geral aumentou o seu endividamento em 13,2 mil milhões, com as empresas privadas a representarem os restantes 6,2 mil milhões do bolo. Também estas constituíram dívidas principalmente junto do setor financeiro, no valor de 5 mil milhões, seguido do exterior e empresas não financeiras, com 700 milhões e 600 milhões, respetivamente.
Já no que diz respeito ao setor público, este teve um crescimento da dívida de 19,1 mil milhões de euros. O BdP indica que isto se deveu, maioritariamente, a um investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa, que ascendeu a 14,8 mil milhões, dos quais 13,3 mil milhões foram em títulos de longo prazo. Houve ainda um aumento do endividamento perante os particulares de 2,1 mil milhões, as administrações públicas em 1,7 mil milhões e empresas não financeiras em 1,5 mil milhões. Registou-se ainda uma redução em relação ao setor financeiro de 700 milhões.
No total, o endividamento do setor financeiro subiu 32,3 mil milhões no primeiro semestre, ascendendo a 847 mil milhões. Destes, 468,8 mil milhões pertencem ao setor privado e 378,2 mil milhões ao setor público. Relativamente ao PIB, o endividamento do setor não financeiro passou de 285,7% do PIB para 289,6%. No setor público, a evolução foi de 125,9% para 129,3% e no setor privado de 159,8% para 160,3%.
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