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Endividamento dos particulares nos valores mais elevados desde dezembro de 2023

Banco de Portugal revela que o endividamento das empresas privadas cresceu 4,4% em relação a abril de 2025 e o dos particulares 9%

22 Jun 2026 - 11:21

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Foto: Adobe Stock/TimeShops

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O Banco de Portugal divulgou nesta segunda-feira a informação estatística relativa ao endividamento do setor não financeiro referente ao mês de abril. Verifica-se que o endividamento dos particulares aumentou 1,3 mil milhões de euros, sobretudo devido ao crédito à habitação (+1 mil milhões de euros). Por sua vez, o endividamento das empresas privadas cresceu 1,3 mil milhões de euros, refletindo o aumento do financiamento junto do exterior (+0,8 mil milhões de euros) e do setor financeiro (+0,4 mil milhões de euros).

Em termos de tendência, o endividamento dos particulares não deixou de aumentar desde dezembro de 2023 e atingiu, em abril deste ano, os 176,7 mil milhões de euros, fortemente impulsionado pelo crédito à habitação. O endividamento dos particulares subiu 9% face ao período homólogo, mais 0,3 pontos percentuais do que em março.

No total, o endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 8,1 mil milhões de euros, para 876,2 mil milhões de euros. Deste montante, 491,9 mil milhões de euros correspondiam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 384,3 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

O endividamento do setor público aumentou 5,5 mil milhões de euros, sobretudo junto do resto do mundo (+3,7 mil milhões de euros) e das administrações públicas (+1,5 mil milhões de euros). A variação perante o resto do mundo resultou do investimento em títulos de dívida pública (+3,6 mil milhões de euros), tanto de curto prazo (+2,4 mil milhões de euros) como de longo prazo (+1,2 mil milhões de euros).

A evolução junto das administrações públicas refletiu, principalmente, o aumento dos depósitos dos fundos da Segurança Social junto do Tesouro (+0,6 mil milhões de euros) e dos títulos de dívida em carteira deste setor (+1,1 mil milhões de euros).

Verificou-se também um aumento do endividamento do setor público junto das empresas (+0,2 mil milhões de euros) e dos particulares (+0,4 mil milhões de euros). Em sentido contrário, o endividamento do setor público reduziu-se junto do setor financeiro em 0,3 mil milhões de euros, sobretudo devido ao desinvestimento em títulos de dívida de longo prazo.

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