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Estado aumenta em 2 mil milhões de euros as necessidades de financiamento

Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública revela como a República Portuguesa se vai financiar no 3.º trimestre

30 Jun 2026 - 14:39

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Pedro Cabeços, presidente do Conselho de Administração do IGCP, Márcia Duarte Rodrigues (vogal) e Rui Sampaio Amaral (vogal)/fonte: IGCP

Pedro Cabeços, presidente do Conselho de Administração do IGCP, Márcia Duarte Rodrigues (vogal) e Rui Sampaio Amaral (vogal)/fonte: IGCP

“De acordo com as estimativas mais recentes, o montante das necessidades de financiamento líquidas do Estado situa-se em 15 mil milhões de euros, um aumento de 2 mil milhões de euros face à previsão do segundo trimestre de 2026”, revelou nesta terça-feira a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

A entidade liderada por Pedro Cabeços refere que as “emissões de Obrigações do Tesouro (OT), excluindo operações de troca, estimam-se que atinjam 24 mil milhões de euros em 2026 (sem alteração face à estimativa inicial). O financiamento líquido através de Bilhetes do Tesouro (BT) espera-se que registe uma redução de 0,9 mil milhões de euros, passando de uma estimativa de 5,1 mil milhões de euros no segundo trimestre para 4,2 mil milhões de euros”.

“Até ao final de maio de 2026, o IGCP tinha emitido 11,3 mil milhões de euros em OT. Considerando o sindicato (com liquidação a 4 de junho) e o leilão realizado em junho, o IGCP já emitiu 15,5 mil milhões de euros em OT, o que representa 65% do objetivo de emissão anual deste instrumento”, acrescenta o IGCP.

O IGCP prevê ainda, para o 3.º trimestre de 2026, emissões de OT através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações entre 1.500 e 1.750 milhões de euros por leilão.

Os leilões de OT contarão com a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e dos Operadores de Mercado Primário (OMP) e serão realizados na segunda ou quarta quartas-feiras de cada mês.

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