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Excedente externo da economia portuguesa caiu mais de 45% no 1.º semestre

O excedente externo da economia portuguesa foi de 1,2 mil milhões no primeiro semestre. São menos mil milhões em relação a igual período de 2025.

19 Ago 2026 - 15:13

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Foto: Adobe Stock/InfiniteFlow

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O excedente externo da economia portuguesa caiu 45,8% no primeiro semestre do ano para 1,2 mil milhões. São menos mil milhões do que um ano antes.

O excedente das balanças corrente e de capital representou 0,8% do PIB semestral, de acordo com os dados revelados pelo Banco de Portugal (BdP) nesta quarta-feira.

Segundo explica o banco central, a redução de excedente deve-se, por um lado, ao aumento de 2,51 mil milhões do défice da balança de bens e, por outro, à subida do excedente, em 1,33 mil milhões, da balança de capital. O primeiro ponto resulta do aumento das importações em 4,72 mil milhões, enquanto as exportações cresceram apenas 2,21 mil milhões.

Já o maior excedente da balança de capital tem origem no incremento dos recebimentos de indemnizações de resseguros provenientes do exterior, “na sequência da compensação por danos causados pelas tempestades que afetaram o território português nos primeiros meses do ano, assim como o crescimento das atribuições, aos beneficiários finais, de fundos europeus classificados como ajudas ao investimento, nomeadamente do PRR”, nota o BdP.

De acordo com o supervisor bancário, “a capacidade de financiamento da economia portuguesa traduziu-se num saldo positivo da balança financeira de 630 milhões”. Os setores que mais contribuíram para este resultado, informa, foram as administrações públicas e as seguradoras e fundos de pensões.

As administrações públicas contribuíram através do aumento dos seus depósitos no exterior e as seguradoras e fundos de pensões com o investimento em títulos de dívida emitidos por não residentes.

No sentido contrário, os setores com maior descida nos ativos líquidos foram o banco central e as sociedades financeiras, “devido ao crescimento de passivos de depósitos e de capital, respetivamente”, justifica o BdP.

Olhando apenas para o mês de junho, a economia portuguesa teve um excedente externo de 348 milhões, menos 359 milhões do que no mesmo mês de 2025.

Esta variação reflete o aumento do défice da balança de bens em 767 milhões, causado por uma subida de 1,45 mil milhões nas importações face a um crescimento de apenas 684 milhões nas exportações. Já o excedente da balança de capital subiu 291 milhões, “explicado maioritariamente pelo acréscimo da atribuição, aos beneficiários finais, de fundos europeus classificados como ajudas ao investimento, em particular do PRR”.

Por fim, o excedente da balança de rendimento primário teve um incremento de 64 milhões, devido a um aumento dos rendimentos obtidos de fundos de investimento estrangeiros.

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