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Famílias portuguesas aumentaram a taxa de poupança no primeiro trimestre de 2026

Rendimento real 'per capita' dos agregados familiares na União Europeia cresceu apenas 0,1% até março, após um aumento de 0,2% no trimestre anterior

28 Jul 2026 - 07:30

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Foto: Pexels

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Portugal está entre os sete Estados-Membros da União Europeia (UE) em que a taxa de poupança das famílias aumentou durante o primeiro trimestre de 2026.

Segundo dados divulgados esta semana pelo Eurostat, o organismo estatístico da União Europeia, a taxa de poupança das famílias aumentou em sete países e diminuiu em nove. O maior crescimento foi registado na Hungria, com um aumento de 3,4 pontos percentuais (pp). Portugal surge na quarta posição, com a taxa de poupança a aumentar 0,3 pontos percentuais.

Em sentido contrário, as maiores reduções verificaram-se na Roménia (-5,3 pp), na Grécia (-3,7 pp) e na Áustria (-2,5 pp).

De acordo com o Eurostat, “no primeiro trimestre de 2026, a taxa de poupança manteve-se estável na área do euro e aumentou 0,2 pontos percentuais na União Europeia, em comparação com o trimestre anterior”.

No que respeita à taxa de investimento das famílias, esta diminuiu ligeiramente tanto na área do euro como na União Europeia. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de investimento recuou 0,1 pontos percentuais em ambas as regiões, face ao trimestre anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, a taxa de investimento das famílias aumentou em quatro países, manteve-se inalterada num e diminuiu em onze. O maior aumento foi observado na Roménia (+2,2 pp), enquanto a maior redução ocorreu na Grécia (-0,7 pp). Em Portugal, a taxa de investimento das famílias diminuiu 0,1 pontos percentuais.

Na União Europeia, o rendimento real disponível per capita das famílias aumentou 0,1% no primeiro trimestre de 2026, depois de ter crescido 0,2% no quarto trimestre de 2025. Em contrapartida, o consumo real per capita das famílias diminuiu 0,2%, após ter aumentado 0,5% no trimestre anterior.

Segundo o Eurostat, “durante o primeiro trimestre de 2026, a estabilidade do rendimento real disponível per capita das famílias na área do euro e o ligeiro aumento na União Europeia explicam-se principalmente pelo contributo positivo da remuneração dos trabalhadores e das prestações sociais, excluindo as transferências sociais em espécie”.

O organismo acrescenta que, “em contrapartida, o maior contributo negativo na área do euro resultou do rendimento líquido da propriedade e de outras transferências correntes líquidas, enquanto na União Europeia o principal fator negativo foram os impostos correntes e as contribuições sociais líquidas”.

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