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Governador do Banco de França diz que nova guerra tarifária entre a UE e os EUA afetará o crescimento, mas não a inflação
Para François Villeroy de Galhau, o Banco Central Europeu tem margem “para se adaptar”.
20 Jan 2026 - 15:01
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François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
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François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
O governador do Banco de França afirmou que o ressurgimento de uma guerra tarifária entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA), a propósito da Gronelândia, terá um “impacto mínimo” nas previsões do Banco Central Europeu (BCE) para a inflação, embora tenha consequências negativas no crescimento económico.
François Villeroy de Galhau falava nesta terça-feira no encontro do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
“O efeito direto das tarifas pode ser limitado, mas também pode favorecer a valorização do euro, caso em que o efeito será o contrário”, afirmou o responsável, acrescentando: “Estamos numa boa posição, mas precisamos de ser ágeis e pragmáticos. Os riscos de descida da inflação são tão importantes como os riscos de subida.”
Villeroy de Galhau considera que as tarifas impostas até agora pelos Estados Unidos não provocaram aumentos de preços na Europa. “O BCE tem margem para se adaptar”, afirmou, referindo-se às projeções de inflação em torno dos 2% até 2028.
No entanto, o governador do Banco de França admite que uma nova guerra tarifária poderá contribuir para o abrandamento do crescimento económico, “tanto na Europa como nos Estados Unidos”.
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