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Governador do Banco de França quer uma stablecoin em euros
François Villeroy de Galhau diz que é preciso evitar falsos debates quando se fala em moedas digitais. “A questão não é público versus privado, mas sim Europa versus Estados Unidos”, afirma.
26 Nov 2025 - 12:35
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François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
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François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
O governador do Banco de França considera urgente não só a criação do euro digital, mas também o desenvolvimento de uma stablecoin indexada ao euro. “A Europa poderia ter ambas, mas seria uma tragédia não ter nenhuma”, declara.
Villeroy de Galhau, que falava esta semana na conferência da ACPR (Autoridade de Supervisão Financeira e dos Seguros em França), em Paris, abordou a questão das moedas digitais defendendo que é necessário “evitar falsos debates. A questão não é público versus privado, mas sim Europa versus Estados Unidos. É transatlântica, não intraeuropeia”.
“O governo americano está a promover a ascensão das stablecoins, 99% das quais indexadas ao dólar, aumentando o risco de ‘privatização’ e ‘dolarização’ da nossa moeda”, afirmou o responsável, que defendeu “ativa e urgentemente o desenvolvimento de uma moeda digital do banco central para o mercado grossista, que permitirá aos bancos beneficiar da liquidação do banco central num ambiente tokenizado”.
Villeroy de Galhau afirma que este é “um passo decisivo para a modernização da infraestrutura financeira e para a soberania monetária da Europa”, mas sublinha que “deve ser acompanhado pelo desenvolvimento de uma moeda privada indexada ao euro: essa moeda pode assumir a forma de depósitos bancários tokenizados ou stablecoins denominadas em euros emitidas por bancos”. Segundo o governador do Banco de França, “a Europa poderia ter ambas as moedas (o euro digital e uma stablecoin em euros), mas seria uma tragédia não ter nenhuma”.
Para o responsável, no setor de retalho “o euro digital é uma das chaves para a solução. Vamos deixar de lado o excesso de emoção e paixão, por vezes surpreendente, acerca deste tema. O Eurosistema concebe o euro digital como uma ‘parceria público-privada’ com os bancos, que desempenharão um papel central na sua distribuição. Não será uma ameaça para as soluções de pagamento privadas europeias, mas sim um catalisador: apoiamos ativamente a Wero, que recentemente uniu forças com outras soluções nacionais de pagamentos móveis (como a Bizum, em Espanha) no âmbito do consórcio EuroPA”.
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