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Grandes bancos europeus fizeram provisões de 1,5 mil milhões no 1.º trimestre devido à guerra no Médio Oriente

Maior parte dos bancos não reportou impactos diretos ou materiais das guerras, mas nota o risco da incerteza geopolítica devido à guerra no Médio Oriente.

24 Mai 2026 - 09:16

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Foto: Freepik

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Os bancos europeus estão atentos aos conflitos geopolíticos e, consequentemente, estão a tomar as devidas precauções. Entre 14 bancos europeus analisados pela S&P Global, um total de 1,51 mil milhões de euros foram colocados de parte em provisões, no primeiro trimestre, para lidar com possíveis perdas relacionadas com a guerra em curso no Médio Oriente.

“Apesar de o impacto direto da guerra nos bancos europeus tem sido limitada até agora, as instituições colocaram de lado reservas adicionais maioritariamente devido a cenários macroeconómicos e ponderações atualizadas, refletindo potenciais efeitos negativos de segunda ordem, tais como um abrandamento do crescimento do PIB e um aumento da inflação”, explica a agência de ‘rating’.

Várias entidades bancárias esperam que o conflito tenha uma resolução num horizonte temporal próximo, mas lembram que uma guerra com duração mais prolongada vai ter um impacto macroeconómico mais preponderante. Mais ainda, a incerteza envolvente levou a que a maioria dos bancos não atualizassem as suas expectativas para este ano.

A S&P atenta que os bancos britânicos lideram esta lista, sendo responsáveis por mais de metade do valor. O HSBC constituiu uma provisão de 259 milhões, a maior de todas, com o intuito de se precaver face a todas as guerras e não apenas a do Médio Oriente, segundo explicou a CFO, Pam Kaur. O banco assegurou, contudo, que ainda sentiu impactos financeiros devido aos conflitos geopolíticos.

Por sua vez, o Standard Chartered fez uma provisão de 164 milhões, apesar de também não reportar efeitos devido à guerra. Já o NatWest constituiu uma provisão de 162 milhões. O CEO Paul Thwaite indicou que a incerteza geopolítica está a ser mais tida em consideração, mas que ainda não detetaram impacto material nos seus clientes.

O Barclays e o Lloyds fizeram provisões de 117 milhões cada.

Entre os restantes bancos da Europa, o BBVA, o ING e o Deutsche Bank todos constituíram provisões acima de 90 milhões. O CEO do BBVA, Onur Genç, alertou para a incerteza do atual contexto, sublinhando que “cada dia é uma história diferente”. Por outro lado, o ING foi o único a alterar a sua expectativa de margem financeira para 2026.

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