3 min leitura
Há um triângulo a redesenhar o setor financeiro: Eficiência, inovação e proximidade ao cliente
Por Ulugbek Suyumov, CFA, Head of Financial Services da Capgemini Portugal
22 Abr 2026 - 07:30
3 min leitura
Ulugbek Suyumov, CFA, Head of Financial Services da Capgemini Portugal
Mais recentes
- Pagamento de juros opõe o setor das criptomoedas à Banca
-
Horizontes da Educação – Quando a realidade virtual facilita a mobilização para a causa do Futuro da EducaçãoParceiroPT50 Brand
- Lucro do Nubank dispara 41% no arranque do ano para 744,7 milhões
- Menos de metade dos bancos portugueses contemplavam um “apagão” nos seus planos de contingência
- BNA defende para África mais cooperação financeira e inovação centrada nas pessoas
- DECO considera positivo o reforço das exigências ao nível da taxa de esforço no crédito à habitação
Ulugbek Suyumov, CFA, Head of Financial Services da Capgemini Portugal
O setor financeiro encontra-se em plena mutação, pressionado por mudanças demográficas, maior complexidade regulatória e uma aceleração tecnológica sem precedentes. Na banca e seguros, as instituições enfrentam um novo equilíbrio entre eficiência, inovação e proximidade com o cliente; um triângulo que moldará a competitividade até ao final da década.
IA, automação e novas gerações no centro da estratégia dos bancos
No setor bancário, as Top Trends 2026 destacam o reforço da eficiência operacional como prioridade. Com a evolução dos riscos financeiros e o aumento da fraude digital, os bancos intensificam a adoção de plataformas regulatórias baseadas em inteligência artificial e soluções de automação avançada que simplificam tarefas administrativas e melhoram a capacidade de resposta. Simultaneamente, o foco volta‑se para a relação com os clientes mais jovens, um segmento altamente digital e propenso a mudar de instituição. Para os atrair e reter, os bancos apostam em experiências mais personalizadas, programas de fidelização inteligentes e jornadas totalmente digitais, acompanhadas por uma oferta crescente de investimentos alternativos e ativos digitais.
Dados, personalização e “insurance for living” transformam setor segurador
Já no setor segurador, as tendências para 2026 evidenciam uma transição consistente para modelos verdadeiramente centrados no cliente. Com a maioria dos consumidores disponível para partilhar dados em troca de produtos mais ajustados ao seu perfil, as seguradoras estão a reconfigurar o papel dos agentes, agora equipados com dados unificados, ferramentas de cotação instantânea e análises em tempo real. O objetivo é claro: interações mais rápidas, relevantes e capazes de acompanhar as necessidades do quotidiano. Entre os consumidores mais jovens, ganha expressão a ideia de insurance for living, um conceito que privilegia benefícios acessíveis ao longo da vida, em detrimento dos tradicionais modelos focados apenas na proteção pós‑vida. Produtos modulares e integrações com ecossistemas de bem‑estar, retalho e ambiente digital tornam‑se, por isso, essenciais.
A transformação tecnológica assume aqui um papel decisivo. O aumento do investimento em IA generativa e a migração para arquiteturas híbridas de cloud permitem às seguradoras reduzir custos, acelerar processos e melhorar significativamente o processo de tomada de decisões. A colaboração com prestadores de saúde e outros parceiros reforça‑se, com o intuito de oferecer experiências omnicanal mais consistentes e coberturas altamente personalizadas.
O setor financeiro está a viver uma reinvenção acelerada: dados, inteligência artificial e novos modelos operacionais estão a transformar a forma como bancos e seguradoras se relacionam com os clientes, criando experiências mais personalizadas, relevantes e sustentáveis. A geração que dominará o mercado na próxima década já está a redefinir prioridades, e o setor corre para se alinhar a esta mudança estrutural.
Mais recentes
- Pagamento de juros opõe o setor das criptomoedas à Banca
-
Horizontes da Educação – Quando a realidade virtual facilita a mobilização para a causa do Futuro da EducaçãoParceiroPT50 Brand
- Lucro do Nubank dispara 41% no arranque do ano para 744,7 milhões
- Menos de metade dos bancos portugueses contemplavam um “apagão” nos seus planos de contingência
- BNA defende para África mais cooperação financeira e inovação centrada nas pessoas
- DECO considera positivo o reforço das exigências ao nível da taxa de esforço no crédito à habitação