Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Investimento de capital de risco em ‘startups’ aumenta 37% em 2025

O investimento do capital de risco em 'startups' atingiu 2,85 mil milhões. O valor investido para apoio à expansão das empresas também cresceu 37%.

29 Out 2026 - 17:16

3 min leitura

Foto Pexels

Autor

PT50

Editor

Partilhar

Foto Pexels

O investimento em “capital semente”, ‘start-up’ e ‘early stage’, diferentes tipos de financiamento de projetos em fase inicial, aumentou 37% em 2025 face ao ano anterior, para 2,85 mil milhões de euros, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela CMVM.

De acordo com o “Relatório sobre a Atividade de Capital de Risco 2025” – que apresenta os principais destaques sobre a atividade de capital de risco em Portugal e a respetiva atividade de supervisão por parte da CMVM – o valor investido para apoio à expansão das empresas seguiu a mesma tendência, aumentando para 3,99 mil milhões de euros (+37% face a 2024).

Quanto ao investimento em empresas que pretendem reorientar a sua estratégia (‘turnaround’), registou também, ao contrário do ano anterior, uma subida, de 14%, atingindo os 771 milhões de euros.

No final do ano passado, 86 entidades gestoras geriam Organismos de Investimento Alternativo (OIA) de capital de risco, um acréscimo de 8% (mais seis entidades) face ao final de 2024. O número de OIA de capital de risco em atividade cresceu 20%, para 417, o que se traduziu numa subida de 24% do montante sob gestão, para 12,7 mil milhões de euros, e num aumento de 20% do número de participantes, para 20 496, dos quais 84% eram investidores não profissionais.

Segundo a CMVM, os ativos sob gestão “mantinham-se relativamente concentrados nos OIA de maior dimensão”. Os OIA de capital de risco com ativos iguais ou superiores a 100 milhões de euros representavam 7% do total de OIA de capital de risco em atividade, detendo cerca de 38% dos ativos sob gestão. Em contrapartida, os OIA de capital de risco com menos de dois milhões de euros correspondiam a aproximadamente 15% do total, detendo menos de 1% dos ativos sob gestão.

O relatório aponta ainda que as políticas e estratégias de investimento dos OIA de capital de risco se mantiveram concentradas nas tipologias de ‘private equity’ e ‘venture capital’. Em 2025, existiam 236 OIA classificados como ‘private equity ‘e 168 como ‘venture capital’, categorias que, em termos de ativos sob gestão, representavam, respetivamente, cerca de 69% e 27% do total.

O regulador do mercado indica ainda que o valor total das aquisições de participações sociais aumentou em 2025, correspondendo a 71% do valor total das transações, sendo acompanhado de uma subida do número de aquisições.

No período registaram-se 1073 operações de alienação de participações sociais (26% do número total de transações), sendo que em 31% dessas operações se registaram mais-valias face ao valor de aquisição e, em 35% face ao valor inscrito em carteira.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade