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Investimento em capital de risco em Portugal abaixo das expectativas no 1.º semestre, mas com esperança para o resto do ano
76% dos investidores reportaram investimentos e volumes inferiores aos do semestre anterior.
02 Jul 2026 - 12:22
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Foto: Investors Portugal
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Foto: Investors Portugal
A primeira metade de 2026 não agradou aos investidores de capital de risco, de acordo com o Barómetro do Investimento em Early Stage, da Investors Portugal – Associação Portuguesa dos Investidores em Early Stage. 76% dos investidores adianta que o número de investimentos, bem como o volume, foi inferior ao semestre anterior.
No entanto, olhando para o semestre que agora se inicia, uma percentagem semelhante “acredita que a atividade será positiva”, segundo a Investors Portugal.
O primeiro semestre de 2026 demonstrou “um bom acesso a oportunidades de investimento”, com 60% dos investidores a partilhar desta ideia. Este valor fica abaixo dos 68% registados no semestre anterior. Houve ainda uma inversão no que diz respeito ao levantamento de capital. 68% dos investidores aponta dificuldades, enquanto, no final de 2025, 64% tiveram facilidade
As perspetivas sobre o investimento mantêm-se positivas para 60% dos inquiridos. Já no campo das ‘exits’, o cenário não é tao otimista. “As perspetivas que se mostravam positivas não foram alcançadas e são, assim, mais conservadoras para a segunda parte do ano”, revela a Investors Portugal. De acordo com os dados da associação, 44% dos investidores tem expectativas positivas e apenas 4% tem muito positivas.
A presidente da Investors Portugal, Lurdes Gramaxo, destaca o otimismo manifestado pelos investidores, apesar dos números desencorajadores. “aquela que era a tendência no início de 2026 alterou-se e vemos agora investidores menos otimistas com oportunidades de exit para a segunda metade do ano. Será um desafio a colmatar, num mercado onde a liquidez continua a ser um entrave ao investimento e onde as medidas de incentivo tardam em chegar ou são cada vez menores”, critica a líder da associação.
A associação aproveita ainda para criticar a falta de apoios e de políticas públicas.
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