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José Azevedo Pereira eleito CEO do Banco Montepio
Segundo informações recolhidas pela Lusa, a assembleia-geral aprovou como CEO José Azevedo Pereira (antigo diretor da Autoridade Tributária e ex-presidente do EuroBic), que deverá iniciar funções ainda este mês.
05 Mai 2026 - 14:23
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Azevedo Pereira/Foto:ISEG
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Azevedo Pereira/Foto:ISEG
A assembleia-geral do Banco Montepio elegeu, na semana passada, José Azevedo Pereira como novo CEO, sucedendo a Pedro Leitão, segundo informações recolhidas pela Lusa. A assembleia-geral de 29 de abril elegeu os novos órgãos sociais até 2029. Contudo, no ‘site’ do banco apenas é dito que a deliberação foi aprovada, mas não são indicados os membros que constituem os órgãos sociais.
Contactada, fonte oficial do banco não indicou os nomes, referindo que, como habitual, a informação será publicada no ‘site’ quando os novos órgãos entrarem em funções.
Segundo informações recolhidas pela Lusa, a assembleia-geral aprovou como CEO José Azevedo Pereira (antigo diretor da Autoridade Tributária e ex-presidente do EuroBic), que deverá iniciar funções ainda este mês.
Já era público que o atual líder, Pedro Leitão, não seria reconduzido pelo acionista do Banco Montepio, a Associação Mutualista Montepio Geral. Pedro Leitão e a mutualista têm tido divergências, designadamente sobre os dividendos que o banco paga à casa-mãe.
Em novembro de 2025, em entrevista à Lusa, o presidente da mutualista tinha dito que esperava que o Banco Montepio pagasse mais dividendos à mutualista (sua dona) nos próximos anos. “Tem ainda um potencial de remuneração maior. Desde 2012 que não havia dividendos. Há dois anos tivemos os primeiros dividendos, no ano passado também. Na medida em que o banco também tem um melhor desempenho, é natural que os dividendos vão subindo. Face ao capital investido, temos expectativas de um maior volume de dividendos no futuro próximo e de forma crescente”, afirmou então Virgílio Lima.
Face aos resultados de 2025 (lucros de 103,8 milhões de euros), o banco pagará à mutualista 36 milhões de euros (proposta também aprovada na assembleia geral da semana passada).
Há duas semanas, a Lusa questionou o banco sobre se os 36 milhões de euros não são insuficientes face às expectativas da mutualista. Em resposta, fonte oficial disse que os dividendos propostos são mais 20% do que em 2024 e os segundos maiores na história do banco. Afirmou ainda que a proposta de dividendos “reflete um equilíbrio entre a remuneração dos acionistas e a manutenção de níveis de capital adequados, particularmente relevantes num contexto marcado pela incerteza, bem como pela necessidade de financiamento orgânico do crescimento do banco”, incluindo concessão de mais crédito.
Ainda na assembleia-geral da semana passada foi decidido o fim dos mandatos dos atuais presidentes das comissões de auditoria, riscos e nomeações, saindo Clementina Barroso, Florbela Lima e Cândida Peixoto, respetivamente.
Laura Chaves (também vogal da administração) vai presidir à Comissão de Auditoria. Já o atual presidente não executivo (‘chairman’) do banco, Manuel Ferreira Teixeira, mantém-se no cargo.
A Associação Mutualista Montepio Geral – com mais de 600 mil associados – é o topo do grupo Montepio e tem várias empresas, incluindo seguradoras e o Banco Montepio.
Esta segunda-feira, o Banco Montepio divulgou que, no primeiro trimestre, o lucro consolidado caiu 31% para 23,6 milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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