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Levantamentos e pagamentos em ATM caíram de quase 50% das operações com cartão em 2000 para menos de 20% em 2025

No sentido contrário, todas as outras operações com cartão passaram a pesar mais. Os pagamentos ‘homebanking’ observaram a maior subida, de 0% em 2001 para 17% em 2025.

22 Jul 2026 - 07:18

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Foto: Wikimedia/Tokota

Foto: Wikimedia/Tokota

O Banco de Portugal revelou, nesta terça-feira, dados globais sobre a banca em 2025, nos quais está evidenciada a transformação digital da banca desde o início do século. Entre os números que se destacam está o cada vez menor uso de caixas automáticos.

De acordo com os dados divulgados, entre as várias operações com cartão – divididas entre pagamentos ‘homebanking’, pagamentos ATM, levantamentos ATM, compras e outros – as que estão ligadas a caixas automáticos caíram de forma significativa entre 2000 e 2025.

No início do século, os levantamentos e pagamentos em ATM correspondiam a um total de 49% das operações com cartão, com 41% para os primeiros – liderando, à data, a lista – e 8% para os segundos. Ainda que ambos tenham perdido terreno, a grande quebra está nos levantamentos, que em 2025 foram apenas 13% das operações. Já os pagamentos fixaram-se em 5%, não chegando, portanto, a 20% do total em conjunto.

Os últimos dados revelados tanto pelo INE como pelo banco central indicam a mesma tendência no que toca ao levantamento de dinheiro. De acordo com o anuário estatístico do INE, os residentes nacionais levantaram menos 4,6% de numerário na rede Multibanco, num total de 28,7 mil milhões.

No sentido contrário, todas as outras operações com cartão passaram a pesar mais. Os pagamentos ‘homebanking’ observaram a maior subida, de 0% em 2001 para 17% em 2025. A categoria outros cresceu 10 pontos percentuais para 26%, enquanto as compras ascendem a 39%, tendo-se tornado o tipo de operação com mais predominância.

Número de agências caiu para metade em 15 anos

“A rede física do setor bancário continuou a decrescer, refletindo a crescente digitalização dos serviços”, nota o Banco de Portugal. No final de 2025, o total de agências ascendia a 4370, o que corresponde a uma redução superior a 46% quando comparado com o pico de 8106, atingido em 2010. Está igualmente abaixo das 6009 que existiam em 2000.

Ainda que o número de agências continue a diminuir, o número de trabalhadores do setor parece ter estabilizado nos últimos cinco anos. Após ter atingido um mínimo de 58 859 em 2021 – tendo em conta a série iniciada em 1995 – o setor empregava, no final de 2025, 60 321 pessoas.

Este foi o quarto ano consecutivo em que o número de trabalhadores aumenta, mas o banco central deixa uma nota sobre esta tendência. “Esta evolução não representa, contudo, uma inversão do processo de ajustamento do setor. O aumento continua a refletir o crescimento do emprego numa entidade residente pertencente a um grupo internacional, que presta serviços a outras entidades do grupo à escala global e é atualmente o maior empregador do setor bancário em Portugal”, esclarece.

Ainda que não o diga diretamente, o Banco de Portugal refere-se ao BNP Paribas, que emprega no país mais de 9700 pessoas, de acordo com a informação prestada no seu site institucional.

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