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95% da população portuguesa está a menos de 5 km por via rodoviária de um ponto de acesso a numerário
No final de 2025, existiam em Portugal 17 933 pontos de acesso a numerário. Apesar da cobertura "quase integral", 40% das freguesias não tem um único ponto de acesso.
20 Jul 2026 - 17:03
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A generalidade da população portuguesa continua relativamente próxima de pontos de acesso a numerário. De acordo com o Estudo sobre a Rede de Acesso a Numerário do Banco de Portugal, divulgado nesta segunda-feira, 95% da população nacional dispõe de um ponto de acesso a menos de 5 quilómetros, por via rodoviária, do seu local de residência.
Quando se estende a distância para 10 quilómetros, o acesso chega a 99% da população. Aos 15 quilómetros, atinge-se os 100%. Mais ainda, 93% dos residentes tem um segundo ponto de acesso a menos de 5 quilómetros e 98% tem a menos de 10 quilómetros.
Note-se que este estudo do Banco de Portugal não tem por base os dados revistos sobre a população residente no país, pois não se encontravam disponíveis à data. Também os números sobre onde estão, por freguesia, os residentes não se encontram ainda disponíveis.
O banco central conclui que existe uma cobertura “quase integral” da rede de acesso a numerário no país. Portugal é, assim, um dos países do euro com níveis de cobertura mais elevados e também aquele com mais caixas automáticos por habitante. O estudo do supervisor bancário revela ainda que 93% da população considera ter um acesso “fácil” ao numerário.
No total, existiam 17 933 pontos de acesso a numerário em Portugal no final de 2025, menos 156 do que um ano antes, mas mais 676 do que em 2022, ano da primeira edição deste estudo. O banco central considera três tipos de ponto de acesso: caixas automáticos, balcões com serviços de numerário e ‘cash-in-shop’.
Os balcões com estes serviços têm vindo a diminuir, passando de 3209 para 2732, entre 2022 e 2025. Ao mesmo tempo, e em sentido contrário, os caixas automáticos e as ‘cash-in-shops’ têm aumentado. Os primeiros subiram de 14 048 para 14 654 e as segundas de 508 para 547. No caso das ‘cash-in-shops’, o intervalo é de 2023 a 2025, sendo que em 2022 não estão contabilizados nenhuns destes pontos.
40% das freguesias sem pontos de acesso a numerário
Apesar de uma realidade maioritariamente positiva, “persistem áreas onde a cobertura da rede de acesso a numerário era mais reduzida, sobretudo zonas periféricas, com baixa densidade populacional, povoamento disperso e menor atividade económica”, de acordo com o banco central.
São 1241 as freguesias que não dispõem de qualquer ponto de acesso ao numerário, o que equivale a 40% do total de freguesias no país. Estas localidades abrangem 700 mil pessoas, correspondentes a cerca de 7% da população. Cerca de 90% destas pessoas reside em áreas rurais
Na região de Trás-os-Montes é onde o problema é mais acentuado. Mais de 40% da população de Bragança e Vila Real vive em freguesias sem pontos de acesso a numerário.
O banco central revela ainda a lista de 11 concelhos que representam o maior desafio de acesso a numerário. Em Bragança, surgem a própria capital de distrito, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais. Em Vila Real, o Banco de Portugal identificou Boticas, Chaves e Montalegre. Por fim, surge o concelho de Beja, isolado na região alentejana.
A esta lista, o regulador acrescenta ainda 36 freguesias que considera vulneráveis.
O Banco de Portugal nota que pretende ter uma abordagem colaborativa em relação ao problema. Ou seja, o banco central quer primar por soluções adaptadas à realidade do mercado e que respondam a desafios identificados de forma proporcional, colocando de parte normas impositivas.
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