3 min leitura
Lucro do Crédito Agrícola recua 2,2% no 1.º semestre para 168,5 milhões
O CEO do Crédito Agrícola explica que a queda se deve à redução da margem financeira e ao menor resultado dos contratos de seguros.
15 Set 2026 - 10:48
3 min leitura
Sérgio Raposo Frade presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto CA
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco
Sérgio Raposo Frade presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto CA
O lucro do Crédito Agrícola baixou 2,2% no primeiro semestre, em termos homólogos, para 168,5 milhões de euros, impactado pela redução da margem financeira e dos resultados de contratos de seguros. Na apresentação dos resultados financeiros, que decorre hoje em Lisboa, o presidente do grupo, Sérgio Raposo Frade, explicou que o resultado líquido teve uma queda homóloga de 3,8 milhões.
O Crédito Agrícola referiu que a margem financeira recuou 5,1 milhões de euros, ou 1,5%, para 328,4 milhões de euros. O volume das comissões líquidas subiu 7,8%, para 84,5 milhões de euros, enquanto o produto bancário do Crédito Agrícola registou uma melhoria homóloga de 1% para um total de 469,4 milhões de euros.
No primeiro semestre, as imparidades e provisões foram reforçadas em 3,6 milhões de euros, o que compara com o reforço de 3,1 milhões de euros no período homólogo.
Para a redução dos lucros contribuíram os menores resultados de contratos de seguros, que baixaram 11% para 49,7 milhões de euros, “refletido o impacto negativo, na CA Seguros, do aumento dos custos com sinistros associados às intempéries ocorridas no primeiro trimestre de 2026, nomeadamente a tempestade Kristin”. “O impacto [das tempestades] foi de cerca de 50 milhões no nosso caso, que não são totalmente refletidos nas contas da seguradora, pois há resseguros”, referiu o presidente do grupo.
Os resultados foram ainda impactados pelo crescimento dos custos de estrutura em 20,1 milhões de euros para 254,8 milhões de euros, um aumento homólogo de 8,5%, decorrentes sobretudo do acréscimo em gastos gerais administrativos em 15,4% (10,4 milhões de euros) e do aumento dos custos com pessoal em 6,1% (9,1 milhões de euros).
No período em análise, os depósitos de clientes ascenderam a 24,33 mil milhões de euros, enquanto a carteira de crédito bruta a clientes fechou, em junho, nos 14,51 mil milhões de euros. O capital próprio do banco aumentou 9,6%, para 3,3 mil milhões de euros.
Nas palavras de Sérgio Raposo Frade, “os resultados do primeiro semestre de 2026 demonstram a capacidade do Grupo Crédito Agrícola para continuar a gerar valor de forma sustentável, num contexto marcado por desafios económicos e geopolíticos relevantes”. O CEO anunciou que o banco espera espoletar o processo de migração para supervisão direta do Banco Central Europeu (BCE) em 2027, o que implica exercícios de ‘asset quality review’ (análise da qualidade dos ativos) e passar em testes de stress.
O responsável explicou ainda que a supervisão direta do BCE coloca o banco a comparar com instituições de várias jurisdições europeias.
“Não é de ânimo leve que o Conselho de Governadores toma esta decisão”, afirmou Sérgio Raposo Frade, sobre a subida das taxas de juro do banco central.
Além disso, o grupo tem em curso fusões de três Caixas Agrícolas. Uma é a fusão entre a Caixa “Entre Tejo e Sado” com a de Loures, a outra é entre Coruche e Ribatejo Sul e a outra é entre Mora e Avis com Alentejo Central. A entidade bancária terminou junho com 611 agências em Portugal, menos uma face às 612 até março.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco
- Supervisor pergunta aos consumidores quanto valem os seguros