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Moeda eletrónica tem quase quatro vezes mais contas do que a banca em Moçambique
No segundo trimestre de 2026, havia 130,9 contas de moeda eletrónica por cada 100 adultos em Moçambique. Já as contas bancárias tradicionais fixam-se em 33,8 por cada 100 adultos.
15 Set 2026 - 10:06
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As contas de moeda eletrónica em Moçambique atingiram no segundo trimestre de 2026 o equivalente a 130,9 por cada 100 adultos, quase quatro vezes mais do que as contas bancárias tradicionais, segundo dados do Banco de Moçambique. Dados dos indicadores de inclusão financeira do banco central compilados hoje pela Lusa mostram que as contas de Instituições de Moeda Eletrónica (IME), que prestam serviços via telemóvel e na rua, mantiveram-se muito acima das contas bancárias tradicionais, correspondendo estas a 33,8 por 100 adultos no mesmo período.
Moçambique conta atualmente com três operadores de moeda eletrónica, M-Pesa, e-Mola e M-Kesh, que prestam serviços financeiros através do telemóvel e constituem o principal canal de expansão da inclusão financeira no país, além de 15 bancos.
Os dados apontam para uma crescente predominância dos serviços financeiros móveis no acesso da população ao sistema financeiro formal. No final de 2025, as contas de moeda eletrónica correspondiam a 125,8 por cada 100 adultos e aumentaram para 130,9 no segundo trimestre de 2026, enquanto as contas bancárias passaram de 33,7 para 33,8 por 100 adultos no mesmo período.
Os indicadores demográficos mostram uma quebra da presença física da banca, com o número de agências bancárias por 100 mil adultos a descer para 3,62 no segundo trimestre, face a 3,76 em 2025, enquanto os ATM recuaram para 6,43 por 100 mil adultos.
As contas de moeda eletrónica mantiveram forte predominância entre homens, com o equivalente a 144,7 contas por 100 adultos masculinos, contra 118,5 contas por 100 mulheres adultas. Entre as contas bancárias, os indicadores situavam-se em 44,8 por 100 homens adultos e 21,8 por 100 mulheres adultas. Por sua vez, os cartões bancários correspondiam a 18,3 por 100 adultos no segundo trimestre, muito abaixo dos níveis registados pelas contas de moeda eletrónica.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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