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Lucros dos bancos de Macau sobem 16,8% até setembro

O Banco Nacional Ultramarino anunciou, em agosto, lucros líquidos de 24,9 milhões de euros na primeira metade de 2026, uma queda de 1,3% face ao mesmo período do ano passado

03 Nov 2026 - 10:20

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PT50

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Os bancos de Macau obtiveram lucros de 7,83 mil milhões de patacas (865,5 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, mais 16,8% do que no mesmo período de 2025, foi anunciado esta terça-feira.

De acordo com os dados oficiais, a principal razão para o aumento dos lucros foi a subida de 29,6% da margem financeira, que atingiu 15,7 mil milhões de patacas (1,74 mil milhões de euros). Este indicador corresponde à diferença entre os juros recebidos pelos empréstimos concedidos e os juros pagos pelos depósitos.

Este aumento ocorreu depois de, em 17 de setembro, o regulador financeiro de Macau ter aprovado a primeira subida, desde 2023, da principal taxa de juro de referência, acompanhando a decisão da Reserva Federal norte-americana.

Os empréstimos, uma das principais fontes de receitas da banca a nível mundial, aumentaram 1,8% face a setembro de 2025, fixando-se em 1,04 biliões de patacas (114,9 mil milhões de euros).

No entanto, os depósitos nos bancos de Macau cresceram ainda mais, 5,7%, para 1,47 biliões de patacas (162,6 mil milhões de euros) no final de setembro, segundo a Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

Os lucros da banca da região chinesa aumentaram apesar de uma subida de 14,6% dos custos de funcionamento, que se aproximaram dos 16 mil milhões de patacas (1,77 mil milhões de euros).

Segundo a AMCM, o maior aumento registou-se nas dotações para provisões, reservas constituídas para cobrir potenciais perdas, que cresceram 26,6%, para 6,79 mil milhões de patacas (749,9 milhões de euros).

Este aumento ocorreu apesar de o crédito malparado na banca de Macau ter diminuído, pelo quinto mês consecutivo, para 45,6 mil milhões de patacas (5,04 mil milhões de euros), um valor distante do máximo de 57,8 mil milhões de patacas (6,39 mil milhões de euros), registado em junho de 2025.

Os empréstimos vencidos representavam 4,4% do total dos empréstimos concedidos pelos bancos de Macau, menos um ponto percentual do que em setembro de 2025. Esta percentagem sobe para 4,6% no caso do crédito concedido a instituições ou indivíduos fora da região chinesa.

A percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do máximo histórico de 25,3%, alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial provocada pelo rebentamento da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.

Os bancos de Macau obtiveram lucros de 7,34 mil milhões de patacas (811,7 milhões de euros) em 2025, quase o dobro dos registados no ano anterior, o que representa um aumento de 92,7%.

O ano mais lucrativo de sempre para a banca da região administrativa especial chinesa foi 2020, quando os lucros se aproximaram dos 17 mil milhões de patacas (1,88 mil milhões de euros), apesar do início da pandemia de covid-19.

Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), pertencente ao Grupo Caixa Geral de Depósitos.

O BNU anunciou, em 12 de agosto, lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas (24,9 milhões de euros) no primeiro semestre de 2026, menos 1,3% do que no mesmo período do ano passado.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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