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Maria Luís Albuquerque: “Não vamos criar escala europeia preservando a fragmentação nacional”
Comissária dos Serviços Financeiros anuncia pacote legislativo para o primeiro trimestre de 2027 para facilitar o financiamento bancário da economia
18 Set 2026 - 13:49
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A Comissária dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque/Foto: Linkedin
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A Comissária dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque/Foto: Linkedin
Presente na reunião do Eurogrupo, que se realizou nesta sexta-feira em Bruxelas, a Comissária Europeia dos Serviços Financeiros deixou uma mensagem nas redes sociais: “Não vamos criar escala europeia preservando a fragmentação nacional”.
Para Maria Luís Albuquerque, “isso é especialmente importante à medida que as negociações avançam sobre o nosso Pacote de Integração e Supervisão de Mercado. Precisamos de mercados que permitam que o capital circule mais livremente pela Europa, empresas que cresçam além-fronteiras e instituições financeiras que alcancem a escala necessária para competir globalmente”.
“A mesma ambição deve guiar o nosso trabalho no setor bancário”, diz a responsável, acrescentando que “a Europa precisa de grandes bancos capazes de competir globalmente e financiar grandes projetos europeus. E precisa de bancos menores que permaneçam próximos das suas comunidades e financiem famílias e negócios locais”.
“Em ambos os casos, a simplificação importa. As regras devem proteger a estabilidade financeira e os investidores, mas também devem permitir que o nosso sistema financeiro inove, assuma riscos bem geridos e financie o crescimento”, refere, acrescentando: “A competitividade é o que nos permite proporcionar prosperidade, oportunidades e vidas melhores para os europeus”.
Na quinta-feira, Maria Luís Albuquerque participou no Fórum Financeiro da Eurofin, em Dublin, na Irlanda, onde anunciou, para o primeiro trimestre de 2027, um pacote legislativo destinado a abordar os obstáculos específicos ao financiamento bancário da economia que exigem uma intervenção a nível europeu.
“À medida que as empresas crescem, as suas necessidades de financiamento tornam-se mais complexas e precisam de bancos capazes de as ligar a mercados de capitais de maior dimensão e a investidores internacionais”, disse Maria Luís Albuquerque, acrescentando: “Os bancos de maior dimensão ajudam as empresas a captar capital, aproximam investidores e financiadores para financiar grandes projetos e gerem os riscos associados à operação em diferentes mercados e além-fronteiras”.
A Comissária defende que “a Europa precisa, por isso, de toda a amplitude do seu ecossistema bancário para permitir verdadeiramente o investimento e aproveitar a escala global. Para mim, esta é uma questão de importância estratégica. A Europa deve dispor de instituições financeiras com capacidade e experiência para apoiar as empresas europeias à medida que crescem, captam capital e competem a nível global”.
Segundo a responsável, o recente estudo sobre a Competitividade do Setor Bancário e o Mercado Único Bancário mostra que o setor bancário, “embora rentável e resiliente, continua condicionado por ineficiências, fragmentação e falta de escala”.
“Identificámos especificamente a fragmentação, a implementação das normas internacionais e as complexidades excessivas do nosso quadro bancário como os três principais desafios”, referiu a Comissária. É para dar resposta a esses desafios que será apresentado o pacote legislativo até março de 2027.
“Não se trata de criar uma solução que funcione melhor para um único Estado-Membro ou que reforce os lucros de uma parte do setor bancário. Trata-se de criar um sistema bancário que apoie o crescimento europeu e ajude os cidadãos e as empresas a tirar o máximo partido do Mercado Único”, disse Maria Luís Albuquerque.
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