3 min leitura
Maria Luís Albuquerque recusa “fatiar” o pacote da competitividade bancária na União Europeia
Comissária responde a carta de 11 banqueiros europeus e diz: “Isto não é para benefício dos bancos. É para benefício da economia da UE”
14 Set 2026 - 10:29
3 min leitura
Maria Luís Albuquerque, Comissária Europeia dos Serviços Financeiros/Foto: Linkedin
Mais recentes
- Euribor a 12 meses supera os 3,3%
- Euronext aberta a fusão ou outra aliança com rival Deutsche Börse
- Revolut revela dados de clientes após contacto falso de fonte governamental
- Governos europeus sentam-se à mesa para decidir cúpula do BCE até dezembro
- Maria Luís Albuquerque recusa “fatiar” o pacote da competitividade bancária na União Europeia
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
Maria Luís Albuquerque, Comissária Europeia dos Serviços Financeiros/Foto: Linkedin
Acompanhe tudo o que se passa no sistema financeiro em Portugal e no mundo em www.jornalpt50.pt
Foi uma resposta rápida à carta dos 11 banqueiros da União Europeia (UE), da Suíça e do Reino Unido que, na semana passada, fizeram um apelo às instituições europeias para que deem prioridade, no curto prazo, às reformas de «simplificação» e permitam mais tempo para discutir questões complexas, como o sistema europeu de garantia de depósitos.
Segundo a agência Bloomberg, a Comissária Europeia dos Serviços Financeiros deu uma entrevista à Bloomberg TV, na qual afirmou que a Europa estaria melhor servida se utilizasse um único pacote para concretizar reformas destinadas a reduzir a burocracia, diminuir as barreiras às atividades transfronteiriças e aliviar algumas regras.
Segundo Maria Luís Albuquerque, «se queremos realmente fazer algo significativo, temos de olhar para isto como um pacote, porque tudo está interligado», acrescentando: «Precisamos de resolver os verdadeiros problemas que nos estão a travar, e esses problemas resultam sobretudo da fragmentação, do facto de continuarmos a ter um debate entre países de origem e países de acolhimento».
A Comissária foi clara: «Isto não é para benefício dos bancos. É para benefício da economia da UE. Por isso, entendemos que precisamos de resolver os problemas onde efetivamente os identificámos, e esses problemas não resultam sobretudo das atuais regras de capital. Embora também estejamos a abordar essas regras e a torná-las mais simples».
Entretanto, nos Estados Unidos, a administração do Presidente Donald Trump tem vindo a reduzir rapidamente a regulação e a supervisão, enquanto o Reino Unido também implementou uma série de reformas, incluindo a redução do nível normal de capital que os bancos têm de deter.
Ainda segundo a Bloomberg, «um ambicioso plano da UE para simplificar a supervisão dos mercados deverá ser “provavelmente” reduzido depois de os legisladores europeus terem proposto alterações abrangentes», segundo Maria Luís Albuquerque, comissária da UE responsável pelos serviços financeiros.
Maria Luís Albuquerque afirmou que o elevado número de alterações propostas pelo Parlamento Europeu deverá ter consequências para os esforços destinados a centralizar a supervisão e a integrar grandes segmentos dos mercados financeiros da região.
«É um sinal de que, provavelmente, a ambição será reduzida», afirmou a Comissária, acrescentando que espera preservar «as principais características» do pacote.
«Isto é uma questão de credibilidade para a Europa», afirmou. «Precisamos realmente de demonstrar que estamos dispostos a avançar em conjunto enquanto Europa.»
Mais recentes
- Euribor a 12 meses supera os 3,3%
- Euronext aberta a fusão ou outra aliança com rival Deutsche Börse
- Revolut revela dados de clientes após contacto falso de fonte governamental
- Governos europeus sentam-se à mesa para decidir cúpula do BCE até dezembro
- Maria Luís Albuquerque recusa “fatiar” o pacote da competitividade bancária na União Europeia
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro