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Millennium BCP arranca o ano com lucro a disparar 25,6% para 305,8 milhões

O BCP conseguiu incrementar o resultado líquido em Portugal em 21,2% e o da operação internacional em 65%.

06 Mai 2026 - 17:07

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Foto: Jornal PT50/Luís Alves Almeida

Foto: Jornal PT50/Luís Alves Almeida

O Millennium BCP alcançou um resultado líquido de 305,8 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 25,6% face ao mesmo período do ano anterior. A atividade em Portugal contribuiu com 265,4 milhões e a operação internacional correspondeu a 77,7 milhões.

A atividade a nível nacional observou uma subida de 21,2% no seu lucro, enquanto as operações internacionais cresceram 65%. Destaca-se o Bank Millennium, na Polónia, que subiu o seu resultado líquido em 67,8% para 71,2 milhões, tal como já havia anunciado recentemente.

Já a atividade em Moçambique contribuiu para o resultado com 5,5 milhões de euros, mais 68,2%. O desempenho continua “influenciado pelo contexto do país”, alerta a instituição. Excluindo os impactos da dívida soberana, o lucro associado ao Millennium BIM seria de 22,8 milhões.

Em termos de rentabilidade, o BCP reportou um RoTE de 16,6%, contra 14,5% um ano antes.

O BCP registou um produto ‘core’ de 956,3 milhões entre janeiro e março, mais 3,7% do que um ano antes. A margem financeira manteve-se resiliente, a crescer 2,4% para 738,4 milhões. Se no campo nacional a margem subiu 9,8% para 357,7 milhões, a margem das operações internacionais baixaram 3,7% para 380,6 milhões.

Houve também um aumento no lado das comissões, que cresceram 8,2% para 218 milhões.

Do lado das despesas, estas subiram 4,5% para 354,9 milhões. O rácio de eficiência do grupo Millennium BCP caiu de 37,4% para 36,1%.

As imparidades registaram uma queda de 22,6%, maioritariamente impulsionada pelas menores imparidades para os créditos hipotecários concedidos em francos suíços pelo Bank Millennium. Estas reportaram uma queda de 54,2%. O custo do risco no plano internacional baixou de 47 pontos base para 41 pontos base. Já a nível nacional este manteve-se em 33 pontos base.

O rácio de NPE do BCP, ao nível do grupo, fixou-se em 1,4%, apresentando um decréscimo de 0,4 pontos percentuais. Em Portugal, este indicador está em 1,3%. No estrangeiro, o valor sobe para 1,7%.

Os recursos de clientes do grupo aumentaram 7,9% para 112,8 mil milhões de euros. O crescimento fora de Portugal foi superior, ascendendo a 11,1%, contra 6,3% na operação nacional.

Já a carteira de crédito do BCP totalizava, no final de março, 63,4 mil milhões. Nesta vertente, o negócio em Portugal foi o maior impulsionador, subindo 9,6% para 43,92 mil milhões.

A liquidez do BCP mantém-se “robusta”, sublinha o CEO, Miguel Maya, na apresentação dos resultados. O rácio CET1, contudo, baixou 0,8 pontos percentuais, de 15,9% para 15,1%. Já o LCR subiu de 319% para 354%.

Questionado sobre a possível saída da Fosun – que detinha no final de dezembro 20,45% do capital – da estrutura acionista, Miguel Maya não se mostra preocupado. Pelo contrário, realça as “palavras de apreço” dos acionistas que têm chegado à direção.

Em relação aos próximos trimestres, Maya reitera que não é possível utilizar os resultados destes primeiros três meses para perspetivar os próximos, até porque “cada trimestre é um trimestre”.

Em relação à operação do BCP em França com o BPCE, que concluiu a aquisição do Novo Banco na semana passada, o líder da instituição adianta que não tem nenhuma preocupação e não tem, nem vai ter, novidades. A operação decorre com normalidade, assegura.

Miguel Maya elogia garantia pública

O CEO do BCP assevera que os jovens portugueses que estão em início de carreira e têm condições financeiras não devem ter de esperar para conseguir entregar os 10% do valor do imóvel para conseguirem comprar casa. Miguel Maya garante que o banco não procura conceder maus créditos e vai continuar a ser rigoroso.

Questionado sobre as reservas do Banco de Portugal em relação à política da garantia pública, o líder do banco aponta às declarações da vice-governadora sobre o aumento de risco elevado para esclarecer que o conceito enquadra várias operações que se realizaram ao abrigo da garantia. Salienta que o entendimento do banco central engloba dois parâmetros e, defende, não é o risco de um que deve marcar o cliente como tal.

O CEO do BCP revelou ainda que os créditos concedidos com recurso à garantia pública rondam os 218 mil euros. Maya elogiou esta política, que, no seu entender, permite que mais casais jovens consigam comprar casa e constituir família.

O total de crédito concedido com recurso a garantia pelo banco foi de 94 milhões no primeiro trimestre de 2025 e subiu para 300 milhões o mesmo período de 2026. O peso nos empréstimos para habitação própria e permanente está na ordem dos 40%, adianta Maya.

O Millennium BCP, revela, vai receber um reforço de 150 milhões da garantia pública.

Problema não é a tecnologia, mas sim o uso que lhe é dado

O maior receio que Maya diz ter em relação à Inteligência Artificial prende-se com a possível incapacidade do banco em adotar os avanços tecnológicos. Neste sentido, a instituição tem em curso uma profissionalização e formação dos seus trabalhadores em relação a este tópico, informa. O CEO garante que o banco está “empenhado” nesta questão.

Sobre receios com vulnerabilidades, Maya admite que o risco aumenta no curto prazo. Aponta, contudo, que o problema não é a tecnologia, mas sim o uso que as pessoas lhe dão.

Ainda no campo da tecnologia, o CEO garante que esta não é utilizada para se poder reduzir o número de pessoas a trabalhar na empresa. “Ter mais um trabalhador a acrescentar valor ao banco não é um prejuízo, é um investimento”, reforça. “O investimento que fazemos nas pessoas é para criar valor”, reitera.

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