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UniCredit vende parte do negócio na Rússia a investidor dos Emirados Árabes Unidos
O UniCredit não revela a identidade do comprador nem o valor da operação. Banco italiano vai manter o negócio de pagamentos na Rússia.
07 Mai 2026 - 10:51
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Foto: UniCredit
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Foto: UniCredit
O UniCredit anunciou nesta quinta-feira que assinou um acordo não vinculativo com um investidor privado “bem estabelecido” nos Emirados Árabes Unidos para vender uma parte da sua subsidiária russa, o AO Bank. A instituição italiana revela que vai manter na sua posse o negócio de pagamentos.
Sem revelar a identidade do possível comprador nem o valor da transação, o UniCredit adianta, em comunicado, que o parceiro tem conexões ao mercado em questão há muito tempo e procedeu às verificações de ‘compliance’ aplicáveis. “O acordo acelera o recentrar das operações na Rússia em torno dos pagamentos internacionais maioritariamente em euros e dólares americanos para clientes empresariais ocidentais e não sancionados”, acrescenta.
De acordo com a informação divulgada, o UniCredit vai separar a área de pagamentos do resto do negócio, colocando a mesma numa empresa ‘spin-off’ à parte, da qual vai deter 100% do capital, vendendo a totalidade do “banco restante”. “As partes irão cooperar para finalizar a estrutura da transação, os acordos conexos e a comunicação ao mercado no momento oportuno”, assegura a instituição italiana.
Segundo o UniCredit, o negócio deve estar concluído na primeira metade de 2027 e está sujeito à concretização de um acordo vinculativo, à implementação da empresa ‘spin-off’ e às aprovações das autoridades.
O UniCredit reitera que a transação vai ser executada de forma a “assegurar a continuidade e estabilidade para os cientes e colaboradores”. O banco garante ainda que os clientes que utilizam as suas soluções de pagamentos vão continuar a ter acesso às mesmas ao longo do processo.
No que diz respeito à influência no capital da entidade italiana, o UniCredit estima um impacto de cerca de 35 pontos base positivos. O banco espera ainda um impacto negativo de 3 mil milhões a 3,3 mil milhões nas receitas.
O banco liderado por Andrea Orcel garante, contudo, que esta operação não vai impactar as distribuições aos acionistas, pois “o seu impacto vai ser excluído do cálculo do resultado líquido do banco para efeitos de distribuição”. O UniCredit assegura ainda que também as ambições de lucro previstas no plano estratégico em vigor não são afetadas.
Recorde-se que a saída do UniCredit da Rússia tem sido um tópico nos últimos meses, especialmente devido às imposições que o Governo italiano colocou ao banco para que este pudesse avançar com a sua Oferta Pública de Aquisição sobre o rival Banco BPM. O abandono da operação russa era uma das exigências do executivo, em linha com o que o Banco Central Europeu já exigia.
No entanto, ao contrário de vários pares europeus, Orcel não tinha pressa em sair da Rússia, recusando vender o negócio por um preço que não fosse aquele que considerasse justo. Vários outros bancos europeus encontraram – e ainda encontram – dificuldades em sair do país, não conseguindo obter as autorizações necessárias para se desfazerem dos seus negócios.
Mais recentemente, o ING viu-se forçado a abandonar a venda da sua atividade no país, pois não acredita que o comprador consiga reunir as autorizações de que precisa da parte das autoridades russas.
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