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Moçambicano Moza Banco com prejuízos de 52,3 milhões em 2025 após sanear imparidades
O crédito em incumprimento do Moza Banco recuou 5%, apesar de ainda ascender a 29,21% do total. O banco tinha registado prejuízos também em 2024, ainda que bastante menores.
13 Mai 2026 - 10:17
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Foto: Moza Banco
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Foto: Moza Banco
Os prejuízos do moçambicano Moza Banco, intervencionado em 2016, dispararam para 3,92 mil milhões de meticais (52,3 milhões de euros) em 2025, após sanear imparidades e exposições de crédito, segundo o relatório e contas. “Reflete uma decisão estratégica de reforço estrutural do balanço, consubstanciada no reforço de imparidades e saneamento de exposições, no quadro da policial prudencial e de gestão de risco adotada”, refere o presidente do conselho de administração, Manuel Soares, na mensagem que consta do documento, consultado nesta quarta-feira pela Lusa.
Na posição, garante ainda que a decisão posicionou o Moza “numa base mais sólida para os ciclos seguintes”. Na mesma mensagem, o administrador sublinha que o Moza Banco “orientou a sua atuação para o reforço da solidez financeira, da qualidade dos ativos e da resiliência financeira”, além de manter a “expansão da sua atividade, consolidando a sua presença no sistema financeiro e reforçando a sua presença no mercado”.
Justifica ainda que ao longo de 2025 o banco “privilegiou uma abordagem prudente na gestão do risco de crédito, na consolidação da liquidez e na otimização do seu balanço”, assegurando “o alinhamento com as melhores práticas prudenciais e com as exigências regulamentares vigentes”. “Este posicionamento estratégico traduziu-se na adoção de medidas estruturantes destinadas a fortalecer a resiliência da instituição e a consolidar os pilares que sustentam a sua trajetória consistente de crescimento equilibrado e sustentável”, acrescenta o administrador, garantindo que estas medidas visam reforçar a “confiança”.
“Apesar do contexto desafiante”, o Moza Banco afirma que ter mantido “uma trajetória de expansão da sua base de clientes”, que cresceram 16,5% num ano, para 305 051, “evidenciando a consolidação da sua presença no sistema financeiro nacional”.
Em termos de depósitos de clientes, cresceram no ano passado 7,15%, para 53,78 mil milhões de meticais (718,6 milhões de euros), enquanto o crédito líquido a clientes caiu 29,36%, para 14,74 mil milhões de meticais (197 milhões de euros), respetivamente com quotas de mercado de 5,55% e 6,69%.
Na qualidade dos ativos – que globalmente recuaram 1% em 2025, para 64,07 mil milhões de meticais (856 milhões de euros), a imparidade de crédito recuou 18,85%, para 1,53 mil milhões de meticais (20,5 milhões de euros), e o crédito em incumprimento recuou 5%, apesar de ainda ascender a 29,21% do total.
Em 2024, o banco, um dos cinco maiores de Moçambique, também tinha registado prejuízos, mas de 103,8 milhões de meticais (1,4 milhões de euros), após dois anos consecutivos com resultados positivos.
Em 2016, o Moza passou a ser liderado pela sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique, quando tinha o português Novo Banco, sucessor do Banco Espírito Santo, como um dos principais acionistas (49%). O Moza Banco passou a ser detido em 66% pela Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V., com 30,7%, entre outros acionistas.
No final de 2025, o banco operava com 61 unidades de negócio em todo o país e 949 trabalhadores.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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