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Nickel Portugal quer atingir 1200 pontos de venda a médio prazo e chegar onde os bancos já não chegam
O CEO da Nickel Portugal vê no recuo dos bancos uma lacuna pronta a preencher pela empresa. Nos territórios mais isolados, uma parceria público-privada talvez seja a melhor solução, aponta.
09 Set 2026 - 07:30
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João Guerra, CEO da Nickel Portugal | Foto: Nickel Portugal
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João Guerra, CEO da Nickel Portugal | Foto: Nickel Portugal
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A Nickel Portugal conta com cerca de 750 pontos de venda em Portugal e estima chegar ao final de 2026 com até 800. Olhando para o médio prazo, a instituição de pagamentos do Grupo BNP Paribas pretende atingir entre 1200 a 1300 pontos e expandir para outras partes do país.
Em conversa com o Jornal PT50, o CEO da Nickel Portugal, confirmou que é um objetivo da empresa chegar a pontos do país mais isolados e de onde as próprias instituições bancárias saíram e continuam a sair, deslocando os seus serviços presenciais para centros maiores.
“Temos essa missão”, assegura João Guerra, que explica que a Nickel está a preencher essa lacuna deixada pela cada vez menor capilaridade da rede bancária. Os pontos de venda da ‘fintech’ de origem francesa não são agências ou balcões, mas sim pequenos comerciantes, como tabacarias, papelarias, entre outros, o que dá uma maior flexibilidade à instituição e permite uma melhor gestão de custos.
Questionado sobre o número de clientes da empresa em Portugal, o líder regional da Nickel indica que não revelam estes dados publicamente. Sobre objetivos para 2026, reforça que pretende continuar a crescer ao mesmo ritmo, em número de clientes e novos pontos de venda.
Segundo esclarece João Guerra, há pontos do país onde ainda não foi possível chegar, não apenas pela desertificação da zona, mas também por não encontrar um parceiro local com condições para estabelecer um ponto de venda.
A presença no território é muito importante para a empresa, garante, pois as pessoas veem com bons olhos terem alguém com quem falar, o que, por sua vez, transmite mais confiança ao cliente.
Referindo-se ao estudo recente do Banco de Portugal sobre o acesso ao numerário no país – onde o banco central contabiliza os pontos de venda da Nickel como ‘cash in shop’ – João Guerra reforça que, apesar deste papel importante de acesso ao dinheiro físico, a empresa permite fazer várias operações nos seus pontos de venda, como depósitos, pagamentos e transferências.
Tratando-se de tabacarias e outros pequenos comerciantes, importa questionar se as pessoas que operam estes pontos de venda recebem alguma formação. O CEO da Nickel garante que sim, existem formações, nomeadamente ao nível do combate ao branqueamento de capitais e também sobre conhecimento da nota do euro e sobre transações básicas.
Esclarece que não estão aptas para dar conselhos financeiros, mas sim para “explicar os básicos”, desde a abertura da conta às operações do dia a dia.
Outra garantia que João Guerra considera essencial é a confidencialidade dos dados das pessoas. Ou seja, nenhum funcionário do ponto de venda tem acesso a dados pessoais da conta, como saldos ou outros semelhantes.
Colaboração entre público e privado
Ainda sobre as zonas mais isoladas, João Guerra sugere que a solução para este problema não talvez esteja numa colaboração entre a esfera pública e a privada. “Se calhar tem de haver aqui iniciativas que envolvam não só o privado, mas também o público”, propõe.” “E nós, obviamente, estamos disponíveis para isso”, adianta.
Nas regiões mais limítrofes, aponta João Guerra, “se calhar tem de ser uma parceria com uma entidade pública, como uma junta de freguesia ou uma loja do cidadão”, à semelhança do projeto Multibanco +Perto, lançado recentemente pelo Banco de Portugal, em conjunto com o Governo e a SIBS.
O CEO da Nickel sublinha até que o modelo é semelhante, dado que o que vai estar presente na junta de freguesia é um TPA, que é essencialmente o que os agentes da Nickel têm para responder às necessidades dos cidadãos.
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