4 min leitura
Nuno Pereira: “Queremos ser o ‘player’ que ajuda os CFO a fazer crescer empresas europeias”
O CEO da Paynest falou com o Jornal PT50 sobre a evolução do negócio da empresa e como esta está a ter impacto financeiro nos seus clientes.
07 Dez 2025 - 10:30
4 min leitura
Foto: Paynest
Mais recentes
- Banco de Portugal pede aos cidadãos que mantenham uma reserva de dinheiro físico em casa
- Catarina Castro entra no Conselho Executivo da Mare Nostrum funds
- Multas até 25 mil euros para prestadores cripto que escondam informações ao Fisco
- Projetos do PCP e do Chega sobre o “Cartel da Banca” aprovados no Parlamento
- Banco do Brasil entre os participantes finais do 7.º Portugal FinLab
- Ministro das Finanças francês quer mais ‘stablecoins’ indexadas ao euro
Foto: Paynest
A Paynest é uma empresa nacional nascida em 2022, focada – inicialmente – no bem-estar financeiro dos colaboradores das empresas. O CEO, Nuno Pereira, contou ao Jornal PT50 como foi o percurso da ‘fintech’ até ter chegado, em 2025, à final europeia da Mastercard for Fintechs – que não venceu, mas que considera ser uma indicação de que está no “caminho certo”.
Atualmente, a Paynest debruça-se sobre as várias “dores” que as equipas financeiras têm, nomeadamente o líder das mesmas: o CFO. Nuno Pereira explica que, com a Paynest, o cliente ganha em dois campos: tempo e dinheiro. O primeiro devido à automatização de várias tarefas que antes eram manuais e o segundo pela deteção de erros que são invisíveis ao olho humano.
Graças à maior liberdade de tempo, o diretor financeiro pode, assim, dedicar-se ao papel mais estratégico, que o CEO da ‘fintech’ portuguesa considera ser mais importante no âmbito do negócio. “Queremos ser o ‘player’ que ajuda os CFO a fazer crescer empresas europeias”, revela. Indo mais longe, Nuno ambiciona que a Paynest seja vista como o “banco e o ‘operating system’ para o CFO das empresas”.
Sobre o crescimento da empresa, adianta que a Europa é, de facto, o foco, sendo que a empresa já conta com alguns clientes em Espanha. Em Portugal, onde está a maioria, o que se destaca são os CTT, de entre os cerca de 100 angariados. Para 2026, espera alcançar 300.
Contudo, Nuno explica que o número de clientes não é a métrica mais utilizada – ainda que tenha triplicado o número este ano – mas sim o volume de faturação da empresa. E esse, ainda que não o revele, multiplicou quase por cinco, segundo o CEO. Em 2026, pretende que este valor também triplique.
No que toca aos recursos humanos da Paynest, a empresa, que tem escritório em Lisboa e no Porto, conta com 15 colaboradores – todos em Portugal, exceto o outro cofundador da empresa, que é francês, adianta Nuno. Para o próximo ano, o CEO estima fechar 2026 no intervalo dos 20 a 25 colaboradores.
Paralelamente, a Paynest quer reforçar a presença em Espanha. O CEO explica que o objetivo é semelhante à realidade que a empresa regista a nível nacional, de momento, em que conta com “grandes logos em cada um dos verticais de indústria”. Usa os CTT como exemplo na área da logística, a Tecnomed na área farmacêutica e as clínicas dentárias Santa Madalena na área da saúde.
Paynest revela poupar 90% do tempo e 10% dos custos
Questionado sobre qual o impacto nos clientes, Nuno indica que a Paynest consegue alcançar uma poupança de 10% nos custos das empresas e de 90% do tempo das equipas financeiras das mesmas.
A justificação, na questão do tempo, prende-se com a automatização, através de Inteligência Artificial, de processos, como a verificação de NIF, IBAN, faturas, mapas de quilómetros, entre outros. Estas questões, altamente manuais, deixam de ser uma das “dores” do CFO.
Ao mesmo tempo, o serviço da ‘fintech’ permite detetar problemas dentro dos processos. Nuno refere que detetaram fraude em quase todos os clientes. Aqui fala-se de coisas simples como faturas submetidas pelos colaboradores para reembolso de despesas cujo valor não é o correto, mapas de quilómetros arredondados ou despesas que não estão em cumprimento com as políticas da empresa. “Às vezes pode ser, entre aspas, uma aldrabice pequenina. Às vezes pode ser muito grande. Mas a pequenina, constantemente, em grande volume, tem um grande impacto”, reitera.
Não são apenas os colaboradores a apresentar problemas neste campo, nota Nuno. “Nos últimos anos, todas as empresas tiveram muita fraude do lado dos fornecedores. Principalmente em faturas recorrentes, seja uma subscrição na Microsoft, seja uma conta da luz, seja uma renda, é muito fácil alguém pegar uma fatura e de repente alterá-la e pôr um IBAN diferente”, reforça.
Ainda no tópico da fraude, o CEO da Paynest elogia o progresso que foi feito em Portugal no passado e que torna a deteção da mesma mais fácil para a empresa através, por exemplo, da integração com a Autoridade Tributária, pois é possível confirmar os históricos e retificar valores. Algo que, sublinha, não acontece noutros países europeus, como Espanha ou França.
Mais recentes
- Banco de Portugal pede aos cidadãos que mantenham uma reserva de dinheiro físico em casa
- Catarina Castro entra no Conselho Executivo da Mare Nostrum funds
- Multas até 25 mil euros para prestadores cripto que escondam informações ao Fisco
- Projetos do PCP e do Chega sobre o “Cartel da Banca” aprovados no Parlamento
- Banco do Brasil entre os participantes finais do 7.º Portugal FinLab
- Ministro das Finanças francês quer mais ‘stablecoins’ indexadas ao euro