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Philip Lane: «Inflação deve manter-se em torno dos 3% até ao fim do ano»
Economista-chefe do Banco Central Europeu alerta para os efeitos dos fenómenos meteorológicos na evolução dos preços em 2027
18 Ago 2026 - 11:29
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Philip R Lane, economista Chefe do BCE | Foto: BCE
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Philip R Lane, economista Chefe do BCE | Foto: BCE
«A taxa de inflação da zona euro deverá manter-se em níveis próximos dos 3% durante o resto do ano», afirmou Philip Lane nesta terça-feira. O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE) falava à rádio irlandesa RTÉ1, acrescentando que, durante o resto de 2026, a evolução dos preços vai depender de uma eventual resolução da crise no Médio Oriente.
Além dos preços da energia, e apesar de a inflação dos alimentos na Europa ser atualmente relativamente baixa, Lane alertou para o facto de fenómenos meteorológicos, como o «El Niño», poderem «previsivelmente exercer uma maior pressão em alta sobre a inflação», sobretudo em 2027. Por isso, a inflação dos alimentos «será um dos principais fatores impulsionadores da inflação durante o próximo ano».
Em paralelo, destacou a importância de ter também em conta o impacto da inteligência artificial (IA) na economia mundial. «Devemos analisar tudo de forma integrada», explicou.
Recorde-se que, ainda esta semana, o blogue do BCE alertou para a possibilidade de uma correção no valor dos títulos das chamadas «Sete Magníficas» (Nvidia, Apple, Alphabet, Microsoft, Amazon, Meta e Tesla), que poderia ter um impacto de 440 mil milhões de euros no sistema financeiro.
«Perante a incerteza, o nosso compromisso é, fundamentalmente, não perder tempo a falar sobre possíveis subidas das taxas de juro no futuro», acrescentou Lane, reiterando que as decisões do Conselho do BCE relativas às taxas de juro serão tomadas em função do que for necessário para assegurar que a inflação regressa aos 2%.
No final de julho, a inflação na zona euro fixou-se nos 2,9%.
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