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Plataformas de redes sociais geram 4,4 mil milhões anuais com anúncios de burlas direcionados a europeus
Estudo encomendado pela Revolut estima que, até 2030, os anúncios fraudulentos vão gerar 10 mil milhões em receitas para as plataformas de redes sociais.
10 Fev 2026 - 13:38
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As plataformas de redes sociais geram, anualmente, cerca de 4,4 mil milhões de euros com anúncios de burlas direcionados a utilizadores europeus. Estima-se que, em 2025, 10% da receita publicitária das redes sociais na Europa seja derivada de anúncios fraudulentos, de acordo com um estudo encomendado pela Revolut e revisto pela Juniper Research.
Desde 2022, informa a Revolut, a receita gerada por anúncios fraudulentos na Europa “disparou”, subindo de 2,8 mil milhões de euros para os referidos 4,4 mil milhões. Isto equivale a um aumento de 58% em três anos.
“A investigação demonstra que as plataformas são efetivamente incentivadas a alojar anúncios fraudulentos”, critica a empresa. A Juniper Research fez ainda várias previsões sobre o que se vai suceder nos próximos anos caso “o setor não passar de um modelo reativo para um modelo de verificação proativo”.
Neste sentido, a entidade perspetiva que, nestas condições, as empresas de redes sociais vão gerar mais de 10 mil milhões de euros com anúncios de burlas, até 2030. Mais ainda, esta investigação deixa um aviso: “o valor a longo prazo destas plataformas diminuirá à medida que a confiança do consumidor se desgasta, apesar dos ganhos de receita a curto prazo”.
Segundo os dados adiantados pelo neobanco, os europeus foram expostos, no ano passado, a perto de 1 bilião de anúncios de burlas. Cerca de um em cada dez anúncios que os europeus encontram nas redes sociais são burlas.
“O utilizador médio encontra agora 190 anúncios de burlas por mês, um valor que deverá aumentar para 250 até 2030 se as tendências atuais persistirem”, acrescenta a empresa. Ainda dentro das estimativas, a juniper Research acredita que, até 2030, as impressões de anúncios de burlas excederão os 1,4 biliões na Europa e que o volume de encontros mensais com estes anúncios para o utilizador médio vai aumentar 32%.
Em jeito de conclusão, a investigação considera que, “excluindo os próprios criminosos, as empresas de redes sociais são atualmente as principais beneficiárias da economia da fraude e, a menos que estas empresas tomem medidas significativas, são os consumidores que continuam a pagar o preço”.
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