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Endividamento dos particulares começa a desacelerar
Fevereiro registou a primeira quebra notável, em dois anos, do aumento do endividamento dos particulares, que contraíram mais 900 milhões em dívida neste mês.
23 Abr 2026 - 11:53
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O aumento do endividamento dos particulares parece estar a perder fôlego. Após quase dois anos sempre a aumentar, entre janeiro de 2024 e novembro de 2025 – altura em que atingiu um pico de 8,87% – seguido de dois meses de valores praticamente iguais, fevereiro trouxe a primeira quebra notável. A taxa de variação anual baixou de 8,86% para 8,6%.
De acordo com os valores divulgados nesta quinta-feira pelo Banco de Portugal, este aumento da dívida, em 900 milhões, deu-se, sobretudo, perante os bancos por via do crédito à habitação, tal como tem sido habitual. Apesar da desaceleração, o valor da dívida é semelhante ao registado nos últimos meses.
No total, o setor privado aumentou o seu endividamento em 2,3 mil milhões. No caso das empresas, foram 1,4 mil milhões contraídos em empréstimos e títulos de dívida. Destes, 1,2 mil milhões foram perante o exterior.
Já o setor público viu a sua dívida diminuir 2,1 mil milhões. Esta variação ocorreu sobretudo perante as administrações públicas, revela o banco central, com uma redução de 3,6 mil milhões, “essencialmente pela redução das responsabilidades em depósitos junto do Tesouro”, no valor de 3,8 mil milhões. Houve ainda um decréscimo do endividamento perante o setor financeiro, em 900 milhões, justificado pelo desinvestimento em títulos de dívida pública pelos bancos.
No sentido inverso, a dívida do setor público subiu em 2,3 mil milhões perante o exterior, com os não residentes a investirem 2,9 mil milhões em títulos de dívida pública. Por sua vez, a amortização de empréstimos ascendeu a 500 milhões.
O endividamento do setor não financeiro em geral subiu 200 milhões para um total de 862,1 mil milhões. Destes, 485 mil milhões dizem respeito ao setor privado e 377,1 mil milhões correspondem ao setor público.
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