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Presidente da ASF defende uso de ferramentas de IA especializadas para ajudar na poupança
Gabriel Bernardino entende que a IA pode ajudar na poupança, mas apenas quando se trata de "soluções rigorosas feitas à medida".
16 Jun 2026 - 15:37
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Presidente da ASF Gabriel Bernardino | Foto ASF
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Presidente da ASF Gabriel Bernardino | Foto ASF
O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, recorreu ao LinkedIn, nesta terça-feira, para discorrer sobre a Inteligência Artificial (IA) e como esta pode ser útil no momento de aplicar poupanças. Contudo, o líder do supervisor alerta que não é qualquer ferramenta de IA que pode e deve fazer tal coisa.
A título de exemplo, Bernardino recorda que, “no Reino Unido, os ‘chatbots’ explicam decisões de reforma em linguagem simples; no Canadá, plataformas sugerem ações com base no perfil de cada membro e, nos Países Baixos, a IA tem contribuído para reforçar o envolvimento dos participantes e apoiar decisões de longo prazo”.
Gabriel Bernardino argumenta que “parte da resposta está no facto de a inovação, neste domínio, exigir um equilíbrio particularmente exigente”. “Não falamos do uso livre de ferramentas de IA genéricas, mas sim de soluções rigorosas feitas à medida e treinadas pelas próprias entidades gestoras”, esclarece. “O futuro da poupança de longo prazo passa também por aqui”, acredita.
Se, por um lado, “há um enorme potencial de transformação”, por outro, “é essencial garantir informação fiável, mitigar enviesamentos e proteger os dados dos participantes contra ciberataques, preservando a confiança no sistema”. “É precisamente para assegurar este equilíbrio que a regulação tem de acompanhar de perto as novas soluções, assumindo-se como o garante da confiança que o sistema exige para dar o próximo passo”, acrescenta.
O presidente da ASF aponta que a adoção de ferramentas de IA em Portugal tem sido “gradual” e que “limitações de escala, desafios no acesso e na qualidade dos dados, preocupações regulatórias e alguma inércia organizacional talvez ajudem a explicar este ritmo”. “Talvez o maior desafio seja, porém, outro: alinhar todo o ecossistema em torno de um objetivo comum – melhor comunicação, maior acessibilidade e decisões mais informadas”, remata.
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