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Prestação média mensal do crédito à habitação atinge máximo histórico de 436 euros em junho

A prestação média do crédito à habitação cresceu 4 euros em relação ao mês anterior e 18 euros face ao período homólogo.

31 Jul 2026 - 12:38

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Foto: Pexels

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A prestação média mensal do crédito à habitação atingiu, em junho, 436 euros, um novo máximo histórico da série do Banco de Portugal, de acordo com os dados divulgados pela instituição nesta sexta-feira. O valor da prestação média subiu 4 euros face ao mês anterior e 18 euros em relação ao período homólogo.

Segundo explica o banco central, “este acréscimo resultou do crescimento quer da prestação média dos contratos já existentes quer dos novos contratos”.

Em junho, as novas operações de crédito à habitação registaram uma taxa de juro média de 2,93%, mais 0,04 pontos percentuais (pp) do que em maio. “Esta subida resultou dos novos contratos e dos contratos renegociados, cujas taxas de juro médias aumentaram 0,03 pp e 0,05 pp em junho, fixando-se em 2,93% e 2,91%, respetivamente”, esclarece o Banco de Portugal.

Com esta variação, Portugal passa da quarta para a quinta taxa de juro média mais baixa na Zona Euro. Na área do euro, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu 0,03 pp para 3,48%.

A taxa mista representou 85% dos novos empréstimos para habitação, com uma taxa de juro média de 2,8%, mais 0,03 pp do que em maio. A taxa fixa e a taxa variável subiram, respetivamente, 0,03 pp e 0,07 pp para 3,73% e 3,14%.

Nos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média fixou-se em 8,81%, baixando 0,09 pp em cadeia, enquanto nos empréstimos para outros fins a taxa de juro média cresceu 0,06 pp para 3,7%.

No total, as novas operações de empréstimos a particulares, em junho, ascenderam a 3,7 mil milhões, menos 162 milhões do que em maio. Segundo explica o supervisor bancário, esta variação deve-se ao montante das novas operações de crédito à habitação, que caiu 177 milhões para 2,72 mil milhões.

Já as novas operações de empréstimos ao consumo e para outros fins aumentaram 5 milhões e 9 milhões, respetivamente, para 652 milhões e 333 milhões.

Os novos contratos a particulares fixaram-se em 3,11 mil milhões, uma descida de 15 milhões em relação a maio. Os novos créditos à habitação baixaram 26 milhões para 2,17 mil milhões.

Por sua vez, as renegociações também diminuíram. Foram menos 147 milhões, num total de 589 milhões. A descida concentrou-se no crédito à habitação, indica o Banco de Portugal, que revela que as renegociações nesta finalidade baixaram 151 milhões.

No crédito às empresas, houve um aumento de 483 milhões no montante de novas operações, num total de 3,04 mil milhões. O banco central explica que se deveu essencialmente aos novos contratos, que cresceram 584 milhões para 2,84 mil milhões.

A taxa de juro média para as empresas subiu 0,16 pp para 4,08%. Incremento deu-se tanto nas operações até 1 milhão de euros como acima deste valor. Nas primeiras, a taxa de juro média cresceu 0,1 pp para 4,15% e nas segundas 0,23 pp para 4,02%.

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