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Santander Totta lucra 242,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

Isabel Guerreiro salienta que “continuamos a reforçar a nossa presença em áreas-chave. No crédito à habitação, mantivemos uma posição de referência, com um em cada cinco financiamentos concedidos pelo Santander”

29 Abr 2026 - 09:11

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Isabel Guerreiro, CEO do Santander Portugal/Foto: Santander

Isabel Guerreiro, CEO do Santander Portugal/Foto: Santander

É o primeiro grande banco a operar em Portugal a apresentar resultados. O Santander Totta registou, no primeiro trimestre de 2026, um resultado líquido de 242,4 milhões de euros, o que se traduz num RoTE de 31,4%.

Segundo um comunicado da instituição financeira divulgado nesta quarta-feira, “a base de clientes ativos aumentou em mais de 37 mil face ao período homólogo, para quase dois milhões, e a de clientes digitais em mais 69 mil, para 1,3 milhões, quer pelo reforço da relação com clientes existentes, quer pela captação de novos clientes”.

A carteira de crédito (bruta) aumentou em mais de mil milhões de euros face ao final de 2025, para 56,2 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento homólogo de 10,8%.

O crédito à habitação continua a ser uma importante alavanca de captação e fidelização de clientes: no primeiro trimestre, o banco concedeu mais de mil milhões de euros em crédito hipotecário, ou seja, o equivalente a um em cada cinco novos créditos.

A este respeito, a nova CEO do Santander Totta, Isabel Guerreiro, afirmou: “continuamos a reforçar a nossa presença em áreas-chave. No crédito à habitação, mantivemos uma posição de referência, com um em cada cinco financiamentos do mercado concedidos pelo Santander, com forte presença no segmento jovem, que representa mais de 40% dos novos créditos”.

No final de março, a carteira de crédito a clientes (bruta) ascendia a 56,2 mil milhões de euros (+10,8%), mantendo-se a qualidade do crédito, com um rácio de NPE de 1,4%.

Segundo o banco, “o contínuo processo de melhoria comercial e digital continua a impulsionar o crescimento do volume de negócios e da rentabilidade, bem como a manutenção de elevados níveis de eficiência operacional, com o rácio de eficiência a situar-se em 28,4%”.

Os recursos de clientes cresceram 6,5%, para 49,8 mil milhões de euros, diversificados entre depósitos (+5,8%) e recursos fora de balanço (+9,5%).

O Santander em Portugal continua a operar com sólidos rácios de capital. O rácio CET1 (phase-in) situou-se em 15,6% (uma variação de +1,1 pontos percentuais face ao período homólogo).

No segmento de empresas, Isabel Guerreiro destacou “o apoio à economia, nomeadamente através da liderança nas linhas do Banco Português de Fomento, e no apoio à transformação das empresas, com 605 milhões de euros em financiamento sustentável”.

A digitalização continua a ser uma aposta do Santander Totta. “Temos vindo a investir numa experiência cada vez mais simples, conveniente e próxima. Queremos ser o melhor banco digital com balcões, combinando a conveniência do digital com uma presença física marcante para os clientes. Os Work Cafés são um bom exemplo disso. Este ano já abrimos dois novos espaços, em Lisboa e em Aveiro, e vamos continuar esse caminho nos próximos meses”, acrescentou a CEO.

Os primeiros três meses do ano viram a margem financeira cair 3,5% atingindo os 341,8 milhões de euros, ainda refletindo a descida das taxas de juro implementada pelo BCE (a Euribor 6 meses média no 1.º trimestre de 2026 foi inferior em cerca de 30 pontos base à observada no mesmo período de 2025).

Relativamente ao trimestre anterior, já num contexto de relativa estabilidade das taxas de juro, a margem financeira cresceu 0,4%, acompanhando o crescimento dos volumes de negócio, em especial o de crédito, apesar do contexto concorrencial bastante competitivo, materializado em pressão sobre os spreads de crédito. A remuneração do passivo começou a estabilizar, em linha com a evolução das taxas Euribor.

As comissões líquidas, no montante de 128,9 milhões de euros (+6,0% em termos homólogos), continuaram a beneficiar do crescimento e vinculação da base de clientes, assim como da sua transacionalidade. Merecem destaque as comissões de meios de pagamento, de seguros e de gestão de ativos, num contexto em que o Banco continuou a não alterar o seu preçário.

Os resultados em operações financeiras ascenderam a 4,8 milhões de euros, e o produto bancário1 a 479,5 milhões de euros (1,1%).

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