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Venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE será concluída na quinta-feira

Preço será superior aos 6.400 milhões de euros em virtude da melhoria do ativo da instituição

29 Abr 2026 - 09:37

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Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)

Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)

O fundo Lone Star e o Estado português concretizam na próxima quinta-feira a venda da totalidade do Novo Banco ao grupo bancário francês Banque Populaire et Caisse d’Epargne (BPCE), segundo informações recolhidas pela Lusa.

O Novo Banco (criado em agosto de 2014, aquando da resolução do BES) é detido em 75% pelo fundo de investimento norte-americano Lone Star e em 25% pelo Estado português (através do Fundo de Resolução bancário e da Direção-Geral do Tesouro e Finanças).

Em junho do ano passado foi acordada a sua venda ao grupo francês BPCE e desde então decorreram os passos habituais de um processo de venda deste tipo (caso da ‘luz verde’ dos reguladores).

Na semana passada, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou que seria esta semana a conclusão da venda mas sem adiantar data. Segundo informações recolhidas pela Lusa, a conclusão formal será esta quinta-feira, mas não haverá cerimónia pública.

Ainda assim, nesse dia haverá vários comunicados ao mercado sobre os detalhes do negócio. Fontes do setor indicaram à Lusa que o valor da venda será superior aos 6.400 milhões de euros anunciados em junho de 2025.

O ajuste do preço terá que ver com fatores como a melhoria do ativo (em 2025 o Novo Banco teve lucros de 828 milhões de euros), assim como redução de responsabilidades (no ano passado, o Tribunal Constitucional anulou o imposto adicional sobre a banca e devolveu o dinheiro que os bancos já tinham pago).

Se o valor a pagar fosse os 6.400 milhões de euros, o Lone Star encaixaria 4.800 milhões de euros e o Estado português 1.600 milhões de euros. Com o valor revisto em alta, quanto encaixa cada acionista também será mais.

No caso da Lone Star, o valor a receber (e dividendos já recebidos) significa uma importante mais-valia face aos 1.000 milhões de euros que injetou no banco quando o comprou (em 2017).

Para o Estado português, o dinheiro a encaixar com a venda e dividendos pagos limitam o valor gasto na resolução do BES, que até agora – segundo cálculos feitos pela Lusa – custou cerca de 8.000 milhões de euros aos cofres públicos (resultado sobretudo da capitalização inicial do Novo Banco e das recapitalizações feitas pelo Fundo de Resolução).

O Ministério das Finanças disse em outubro passado que a venda das participações do Estado e do Fundo de Resolução no Novo Banco acrescida da distribuição de dividendos “permite ao setor público recuperar quase dois mil milhões de euros dos fundos injetados na instituição”.

O BPCE é dos principais grupos bancários de França.

Já opera em Portugal no crédito ao consumo e na banca de investimento (detém o centro tecnológico da Natixis no Porto, com 2.500 empregados), mas esta compra marca a sua entrada na banca de retalho em Portugal.

No ano passado, quando foi conhecido o acordo de compra, o presidente do BPCE, Nicolas Nimas, teve um encontro com os mais de 4.000 trabalhadores do Novo Banco em que disse que o investimento do grupo em Portugal é de longo prazo.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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