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Sindicato dos quadros bancários reclama aumento salarial mínimo de 3,1% em 2026

O SNQTB rejeita a proposta da banca de oferecer um aumento de 2%, argumentando que este valor representa uma perda para os trabalhadores.

21 Abr 2026 - 13:45

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Foto: SNQTB

Foto: SNQTB

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) rejeita o aumento salarial de 2% proposto pelos bancos para 2026 e reclama uma atualização mínima de 3,1%, que garanta um ganho real de rendimento. “O que reivindicamos é o mínimo economicamente defensável. Não aceitamos que se invoque incerteza económica – da qual, aliás, as instituições de crédito irão beneficiar – para justificar uma proposta que empobrece quem trabalha”, sustenta o SNQTB num comunicado divulgado nesta terça-feira.

Argumentando que “o setor bancário exige dos seus trabalhadores elevada qualificação, adaptação tecnológica constante e conformidade regulatória crescente”, o sindicato defende que “essa exigência tem de ter correspondência nos salários”, até porque “os trabalhadores bancários contribuíram para a solidez e a rentabilidade do setor nos anos mais difíceis”. “As instituições de crédito propuseram um aumento salarial de 2% para 2026. O SNQTB diz não. Não por ser intransigente, mas porque os números não mentem”, lê-se no comunicado.

Assim, e num contexto em que a inflação projetada pelo Banco de Portugal para este ano é de 2,8%, enquanto o Conselho de Finanças Públicas já aponta para 2,9%, o SNQTB nota que “os salários na economia portuguesa crescem, em média, 4%”, pelo que “uma proposta de 2% não é uma concessão. É uma perda”. “Uma subida de 2% significa perda real de rendimento”, sustenta, enfatizando que a proposta dos bancos “situa os bancários a metade” do crescimento de 4% dos salários na economia.

Isto num contexto em que os preços da habitação subiram 140% desde 2016 e as rendas 65% desde 2019, levando, por exemplo, a que “um trabalhador em Lisboa gaste hoje cerca de 72% do seu rendimento mediano em habitação”.

Por outro lado, “a economia não está em crise”, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 1,8%, o desemprego a situar-se nos 5,8% e o investimento a expandir-se 3,8%, pelo que “não há razão objetiva para pagar menos do que a inflação”, remata o SNQTB.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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