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Sindicatos da UGT recorrem à DGERT para conciliação com BCP
Os sindicatos querem rever o ACT do BCP desde setembro de 2025. Banco propôs atualização de 1,8%, contra proposta inicial de 5,7% dos sindicatos.
09 Jun 2026 - 14:47
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Foto: Millennium bcp
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Foto: Millennium bcp
Três sindicatos afetos à UGT – o Mais Sindicato, o SBC e o SBN – recorreram ao pedido de conciliação junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) após o Millennium BCP adiar sucessivamente uma reunião e acabar por deixar de responder às estruturas sindicais, acusam as mesmas.
Os sindicatos relatam tentativas repetidas de agendamento de uma reunião negocial, “nomeadamente através de mails mensais, com o objetivo de alcançar um acordo de revisão sobre a vertente pecuniária do ACT”. “Infelizmente, as respostas do banco teimavam em protelar o agendamento de reunião, até simplesmente deixar de responder. A gravidade desta atitude do BCP é inqualificável e revela uma total desconsideração pelos seus trabalhadores e pelos sindicatos que os representam”, lamentam.
Em comunicado, as instituições denunciam um processo que se arrasta desde setembro de 2025, “quando o grupo de negociação sindical dirigiu ao BCP a sua proposta de revisão do ACT”. Segundo indicam, o BCP não respondeu no prazo legal de 30 dias, mas sim no dia 29 de janeiro, após “carta de insistência dos sindicatos”, de 18 de dezembro de 2025.
A resposta em questão trouxe uma contraproposta de atualização salarial do banco de 1,8% de aumento das tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, a qual foi rejeitada pelas estruturas sindicais. Estas justificam-se afirmando que “tal valor percentual resultaria no agravamento da situação social e económica dos trabalhadores, por efeito da inflação que se registou e penaliza os trabalhadores desde 1 de janeiro”.
Do lado dos sindicatos, estes afirmam que a sua proposta – de 5,7% nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária – “teve por fundamento as conclusões dos relatórios económicos e financeiros de análise da situação nacional e internacional” de várias instituições, incluindo o próprio banco, bem como o desempenho financeiro do BCP, a inflação, o aumento do custo de vida e “a especial responsabilidade social e de reputação corporativa”.
“Além disso, os Sindicatos procederam a uma apreciação sobre o impacto esperado da medida de tais atualizações remuneratórias, nas componentes de motivação e retenção de talento, de reforço da coesão social interna e de contribuição para o equilíbrio social”, acrescentam.
Questionado pelo Jornal PT50 sobre a situação, o BCP indica que não comenta a sua relação com os sindicatos.
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