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S&P baixa o ‘rating’ de estabilidade da ‘stablecoin’ Tether para “fraco”
Tether fica agora no patamar mais baixo possível. S&P Global justifica com subida de ativos de maior risco em reserva.
26 Nov 2025 - 16:09
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Foto: Adobe Stock/Bigc Studio
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A S&P Global Ratings anunciou, nesta quarta-feira, a revisão em baixa da estabilidade da Tether, a ‘stablecoin’ mais antiga e com mais volume em circulação. A Tether está agora em nível 5, o mais baixo, denominado “fraco”. Antes da reavaliação estava em nível 4, “restrito”.
A agência de ‘ratings’ justifica que esta decisão se deve ao aumento de ativos de alto risco usados como reserva desta ‘stablecoin’. Segundo reporta a S&P Global, no final de setembro de 2025, os ativos de alto risco representavam 24% das reservas totais, um aumento de 7 pontos percentuais face ao mês homólogo.
A Tether tinha, no final de setembro, reservas no valor de 156,9 mil milhões de euros, contra 151 mil milhões de USDT em circulação. Assim, a empresa conta com um rácio de colateralização de 103,9%, abaixo dos 105,1% registados um ano antes. Perto de dois terços, 64%, do colateral consiste em obrigações do Tesouro norte-americano, 10% dizem respeito a acordos de recompra reversível ‘overnight’ garantidos por títulos do Tesouro dos EUA e 2% são outos acordos de recompra e outras obrigações não americanas. Há ainda 4% em fundos de mercado monetário e, por fim, dinheiro e depósitos a representar menos de 0,5%.
Entre as maiores exposições de alto risco está a bitcoin, que já corresponde a 5,6% da USDT em circulação, acima dos 4% reportados no final de setembro de 2024. Isto significa, sublinha a S&P, que a Tether está sujeita às flutuações de mercado e que, tendo em conta a exposição superior à margem de 3,9% de colateralização, a empresa arrisca a ficar com colateral abaixo dos 100%.
A contribuir para esta revisão em baixa está também a pouca transparência sobre a composição de alguns dos seus ativos, critica a S&P, como “outros investimentos” ou “créditos seguros”.
Recorde-se ainda o facto de a Tether ter mudado a sua sede para El Salvador em 2025, onde assegurou uma licença de fornecedor de ativos digitais.
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