3 min leitura
Supervisor financeiro alemão define as regras fundamentais para os ‘finfluencers’
Autoridade Federal de Supervisão Financeira identifica os cinco pontos que devem ser observados por todos os influenciadores financeiros
21 Ago 2026 - 16:30
3 min leitura
Carteiras digitaisFoto Freepick
Mais recentes
- Presidente da EBA aponta publicação da nova diretiva de pagamentos para dezembro ou janeiro
- Panetta: “A IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”
- Bancos financiaram com 531 mil milhões setores de elevado risco para as florestas
- Nomeação de Lagarde como líder do Fórum Económico Mundial pode acontecer já em novembro
- Supervisores das bolsas europeias aplicaram coimas de 82 milhões de euros em 2025
- Mais Sindicato ativa fundo para compensar sócios que adiram à greve de 30 de novembro
Carteiras digitaisFoto Freepick
De acordo com um estudo realizado em 2024 pela Autoridade Federal de Supervisão Financeira da Alemanha (BaFin), as pessoas entre os 18 e os 45 anos estão a recorrer cada vez mais às redes sociais para obter informações financeiras. Cerca de 60% deste grupo etário considera os influenciadores financeiros — os ‘finfluencers’ — uma boa alternativa ao aconselhamento profissional. No entanto, muitos desconhecem que estes influenciadores são frequentemente pagos pelas informações que divulgam, como concluiu a BaFin num estudo recente junto de utilizadores de criptomoedas.
Com o objetivo de definir as regras fundamentais que os ‘finfluencers’ devem observar, o diretor executivo da área de Supervisão de Valores Mobiliários/Gestão de Ativos da BaFin, Thorsten Pötzsch, publicou, na quinta-feira, um artigo no qual partilha os princípios fundamentais que devem ser seguidos no aconselhamento financeiro online.
Em primeiro lugar, surge a competência. “Qualquer pessoa que fale publicamente sobre produtos financeiros deve compreendê-los por si própria.”
Em segundo lugar, a transparência. “Os influenciadores financeiros que recebem dinheiro, presentes ou benefícios por conteúdos publicados não devem ocultar essa informação. Devem divulgá-la de forma clara e compreensível. Requisitos particularmente rigorosos devem aplicar-se quando os influenciadores financeiros promovem um produto no qual eles próprios investiram. Devem divulgar esses conflitos de interesses atempadamente”, refere aquele responsável, exemplificando: “Qualquer pessoa que promova títulos ou criptomoedas sem fornecer informações suficientes sobre um conflito de interesses atual pode estar a cometer o crime de manipulação de mercado.”
Em terceiro lugar, aquele responsável chama a atenção para a imparcialidade. “Investimentos complexos e de alto risco, como CFDs, futuros ou criptomoedas altamente voláteis, podem representar riscos muito elevados de perda para os investidores. Os influenciadores financeiros também devem fornecer informações verdadeiras, imparciais, claras e inequívocas sobre esses riscos — e distinguir claramente entre factos e opiniões. Além disso, devem evitar o uso de truques psicológicos, como criar nos seus seguidores o receio de estarem a perder uma grande oportunidade.”
Em quarto lugar, é absolutamente necessário cumprir a lei. “Isso significa não prestar consultoria de investimentos ou serviços de corretagem sem autorização. Além disso, qualquer pessoa que divulgue publicamente estratégias de investimento ou recomendações sobre instrumentos financeiros no exercício da sua profissão ou atividade comercial deve registar-se junto da Autoridade Federal de Supervisão Financeira.”
Por último, é necessário ter consciência dos riscos. “Anunciar produtos, plataformas ou aplicações duvidosos pode não só levar à perda de seguidores, como também colocar os influenciadores financeiros em sérios problemas”, afirma Thorsten Pötzsch, referindo que “qualquer pessoa que faça publicidade a uma empresa que necessita de licença, mas não a possui, pode tornar-se alvo de ações regulatórias e potencialmente ser processada por cumplicidade na prestação não autorizada de serviços bancários ou financeiros”.
Mais recentes
- Presidente da EBA aponta publicação da nova diretiva de pagamentos para dezembro ou janeiro
- Panetta: “A IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”
- Bancos financiaram com 531 mil milhões setores de elevado risco para as florestas
- Nomeação de Lagarde como líder do Fórum Económico Mundial pode acontecer já em novembro
- Supervisores das bolsas europeias aplicaram coimas de 82 milhões de euros em 2025
- Mais Sindicato ativa fundo para compensar sócios que adiram à greve de 30 de novembro