Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Acionistas do Monte dei Paschi ficam com maioria do “novo campeão” que resultar das duas OPA

Segundo os cálculos apresentados pelo MPS, os seus acionistas ficariam com 50,1% do novo grupo, enquanto os investidores do BPM e do Banca Generali iriam deter, respetivamente, 37,2% e 12,7%.

21 Ago 2026 - 12:47

3 min leitura

Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Caso ambas as operações de aquisição que o Monte dei Paschi di Siena (MPS) colocou em curso nesta sexta-feira sejam bem-sucedidas, os seus acionistas vão ser quem controla o grupo que resultar da fusão. De acordo com as informações prestadas pelo banco, os seus acionistas seriam detentores de cerca de 50,1% do capital total.

Os acionistas do BPM ficam com o correspondente a perto de 37,2% e os do Banca Generali com cerca de 12,7%.

Segundo o comunicado do MPS, a entidade que agrega estas três instituições vai contar com 466 mil milhões em ativos, uma carteira de crédito de 245 mil milhões e financiamento direto na ordem dos 315 mil milhões.

O “novo campeão” que o MPS quer criar vai toar em várias áreas, desde os serviços bancários, ‘advisory’ e gestão de património. O banco acredita que o BPM vai acrescentar escala e força comercial nas zonas mais ricas de Itália, o que, por sua vez, potencia a atividade do Mediobanca. Já o Banca Generali traz uma plataforma de gestão de património com capacidade de acrescentar receitas de comissões, uma fonte de rendimento que tem permitido aos bancos europeus compensar a contração das margens financeiras.

Sabendo da oposição do maior acionista do BPM, Crédit Agricole, à fusão entre os dois bancos, o MPS não o deixou esquecido na explicação do seu racional. A empresa liderada por Luigi Lovaglio argumenta que os objetivos dos dois bancos estão alinhados e esta é a “oportunidade para participar na criação de uma instituição mais forte e valiosa, enquanto se desenvolve uma cooperação estratégica em áreas de interesse mútuo”.

O conjunto dos três bancos teria, em 2025, um rácio de eficiência de 36%, considerando as sinergias, contra um rácio de 46% do MPS sozinho.

Em termos de rentabilidade, a empresa espera que o RoTE suba de 13% em 2025 para mais de 19% em 2029. Até 2028, a expectativa é que as ofertas gerem mais 11% de lucro por ação, já incluindo as sinergias.

As estimativas de capital são também otimistas. O MPS prevê um rácio CET1 acima de 13% entre 2026 e 2030 e acima de 15% até 2028 caso consiga beneficiar das regras do ‘danish compromise’.

A par das duas OPA lançadas nesta sexta-feira, o banco anunciou uma distribuição extraordinária de 4 mil milhões de euros, que se divide entre um pagamento de mil milhões em dinheiro e 3 mil milhões em ações da maior seguradora italiana, a Generali, da qual o MPS tem cerca de 13% através do Mediobanca.

Além desta distribuição, revela o MPS, o banco aponta a uma distribuição de 100% dos lucros até 2030, na expectativa de colocar no bolso dos acionistas mais 15 mil milhões de euros.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade