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Supervisores financeiros voltam aos bancos da escola
Álvaro Santos Pereira (Banco de Portugal), Gabriel Bernardino (ASF) e Luís Laginha de Sousa vão dar aulas de literacia financeira aos alunos do ensino secundário
28 Out 2026 - 11:17
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Gabriel Bernardino Presidente da ASF Álvaro Santos Pereira Governador do Banco de Portugal e Laginha de Sousa Presidente da CMVMFoto ASF
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Gabriel Bernardino Presidente da ASF Álvaro Santos Pereira Governador do Banco de Portugal e Laginha de Sousa Presidente da CMVMFoto ASF
Na próxima sexta-feira, dia 30, os presidentes dos supervisores financeiros vão voltar aos bancos da escola para dar aulas de literacia financeira aos alunos do ensino secundário. O governador do Banco de Portugal vai deslocar-se a Beja, à Escola Secundária Diogo de Gouveia. Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF), dará aulas na Escola Básica e Secundária do Cadaval, enquanto Luís Laginha de Sousa, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), dará a sua lição na Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita.
“O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) volta a mobilizar escolas dos ensinos básico e secundário e instituições de ensino superior (IES) de todo o país para a realização de aulas de literacia financeira. A iniciativa realiza-se no dia 30, para assinalar o Dia Mundial da Poupança, celebrado a 31 de outubro”, refere o ministério liderado por Fernando Alexandre em comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Trata-se de mais uma edição da iniciativa «Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro», que, em 2025, deu início a uma colaboração entre escolas e instituições de ensino superior (IES), prolongada ao longo do ano letivo e que abrangeu vários temas de literacia financeira e empreendedorismo.
A edição de 2026/2027 conta novamente com a participação de governantes e de membros das administrações do Banco de Portugal, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e da Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF), que vão dar aulas sobre poupança em escolas públicas e privadas.
A iniciativa envolve também estudantes e docentes do ensino superior de cursos das áreas das finanças, economia, gestão e contabilidade, que partilham os seus conhecimentos com alunos dos ensinos básico e secundário, em articulação com os professores da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
Além de permitir aos alunos desenvolver, desde cedo, conhecimentos e competências que lhes permitam compreender a importância da poupança e tomar decisões financeiras mais informadas e responsáveis, a iniciativa aproxima o ensino superior das escolas dos ensinos básico e secundário e proporciona aos alunos novas referências, experiências e perspetivas. Para os estudantes do ensino superior, representa uma oportunidade de aplicar e partilhar os seus conhecimentos, bem como de contribuir para o desenvolvimento educativo das suas comunidades.
Esta lógica de colaboração insere-se na iniciativa «Educar para a Cidadania», que procura reforçar o apoio às escolas e aos professores na abordagem das diferentes dimensões de Cidadania e Desenvolvimento, através da disponibilização de recursos pedagógicos adicionais e da mobilização de conhecimento especializado.
O trabalho iniciado por ocasião do Dia Mundial da Poupança de 2025 teve continuidade ao longo do ano letivo anterior e foi alargado a outras áreas da literacia financeira e do empreendedorismo. Além dos conteúdos dedicados à poupança, foram preparados e validados recursos sobre orçamento familiar e fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária, bem como sobre sistemas e produtos financeiros e sobre empreendedorismo, em parceria com a Junior Achievement. As escolas puderam trabalhar estes temas e contar com a colaboração das IES para os aprofundar junto dos alunos.
A literacia financeira é cada vez mais necessária ao exercício de uma cidadania plena, razão pela qual esta dimensão foi destacada na elaboração da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC), aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, com vista a elevar os níveis de literacia dos alunos nesta área. Neste contexto, no âmbito da reestruturação da área curricular de Cidadania e Desenvolvimento, esta dimensão tornou-se obrigatória em todos os anos de escolaridade.
«Os recursos pedagógicos disponibilizados para estas aulas são preparados em colaboração com as entidades parceiras e especializadas, sendo validados pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e complementando o trabalho dos professores», refere o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, num comunicado que acrescenta: «A colaboração entre as escolas e as IES não se esgota nos momentos de mobilização promovidos a nível nacional. As parcerias estabelecidas podem prosseguir de forma descentralizada e autónoma ao longo do ano letivo, permitindo que cada escola e IES desenvolva novas aulas e atividades em função das necessidades de cada comunidade educativa. Desta forma, as ligações criadas no âmbito da iniciativa podem perdurar no tempo e constituir uma rede de colaboração mais próxima entre os ensinos básico e secundário e o ensino superior».
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