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Ações cotadas em Portugal crescem 4,5% em agosto
O 'stock' total de ações atingiu 84,22 mil milhões, subindo 3,6 mil milhões em relação ao mês anterior.
16 Set 2026 - 15:53
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Foto: Adobe Stock/zephyr_p
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O ‘stock’ de ações cotadas de entidades residentes em Portugal aumentou 4,5% entre julho e agosto, ou 3,6 mil milhões de euros, para um total de 84,22 mil milhões. Segundo os dados revelados pelo Banco de Portugal, esta variação deve-se maioritariamente à valorização das empresas não financeiras.
Estas últimas registaram uma subida de 2,8 mil milhões, totalizando 67,43 mil milhões, enquanto as do setor financeiro cresceram 800 milhões para 16,79 mil milhões.
Por sua vez, os títulos de dívida emitidos por entidades residentes ascendiam, no final de agosto, a 329 mil milhões, caindo 2 mil milhões face a julho. A maior razão para esta descida, de acordo com o banco central, foram as emissões deduzidas de amortizações das administrações públicas, de 1,3 mil milhões negativos, bem como uma desvalorização de mil milhões. Estes valores foram parcialmente compensados por 400 milhões em juros corridos.
Já no setor financeiro e nas empresas não financeiras, “a variação da posição foi quase nula”. As amortizações excederam as emissões em 200 milhões e 100 milhões no setor financeiro e nas empresas não financeiras, respetivamente. Em conjunto, estes setores reportaram 200 milhões em juros corridos.
Os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas ascenderam a 188,5 mil milhões no final de agosto. Líquidas de amortizações, as emissões acumuladas do ano correspondem a 9,2 mil milhões, menos 7 mil milhões do que um ano antes. “Apesar desta diminuição, perspetiva-se que o valor das emissões líquidas de 2026 venha a aproximar-se do valor de 2025, uma vez que o programa de financiamento das administrações públicas prevê emissões relevantes até ao final de 2026”, estima o Banco de Portugal.
Para os 12 meses a seguir a agosto, estão previstas amortizações de 46,5 mil milhões, equivalentes a 13,6% do ‘stock’ total de títulos vivos à data. Destacam-se os títulos das empresas não financeiras, previstos para setembro de 2026, com uma quebra de 8,4 mil milhões, e os das administrações públicas em abril de 2027 em 7,8 mil milhões.
Já os títulos de dívida ESG mantiveram-se estáveis, com um aumento de apenas 16 milhões entre julho e agosto, passando a totalizar 14,8 mil milhões. Este valor representa 4,5% do ‘stock’ total de títulos emitidos.
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