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Cerca de metade dos portugueses está a preparar-se financeiramente para a reforma

Inquérito à população portuguesa sobre a poupança para a reforma revela que cerca de 45% dos cidadãos estão a preparar financeiramente a sua aposentação

27 Out 2026 - 11:53

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Foto Adobe StockAnchalee

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“Quase metade dos inquiridos (45%) está a preparar financeiramente a reforma. Este grupo inclui tanto quem possui pelo menos um produto de poupança de longo prazo para a reforma como quem, apesar de não deter esse tipo de produto, afirma poupar atualmente para esse fim. Em conjunto, estes inquiridos constituem o grupo com poupança ativa para a reforma”, revela o Inquérito à população portuguesa sobre a poupança para a reforma, uma iniciativa da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e da Universidade Nova de Lisboa que foi apresentado nesta terça-feira em Lisboa.

Do total dos inquiridos, 28% detêm pelo menos um produto de poupança de longo prazo para a reforma, enquanto 17% não detêm este tipo de produto, mas afirmam poupar para esse fim. Constata-se que uma parte considerável da população procura preparar esta fase da vida recorrendo a alternativas aos produtos de poupança de longo prazo para a reforma.

“Entre os instrumentos mais detidos por este grupo destacam-se os depósitos a prazo (49%) e o investimento em imóveis, excluindo a habitação própria (20%). Os investimentos em criptoativos ou criptomoedas também apresentam uma expressão relevante, sendo detidos por 16% destes inquiridos”, refere o estudo.

Mais de 75% dos inquiridos afirmam conhecer os seguintes produtos financeiros: ações, planos de poupança-reforma (PPR), certificados de aforro ou do Tesouro, fundos de investimento e criptoativos ou criptomoedas.

Os ETF (32%) e os produtos mutualistas (39%) destacam-se como os produtos menos conhecidos. Entre os inquiridos que conhecem cada produto, os depósitos a prazo destacam-se como o produto mais detido (42%), seguindo-se os PPR (31%) e os certificados de aforro ou do Tesouro (27%).

Apesar da menor notoriedade, os ETF registam uma taxa de detenção relevante (24%). Por sua vez, os produtos mutualistas são detidos por 13% dos inquiridos, sendo que, destes, 38% são vocacionados para a poupança para a reforma.

No que se refere aos produtos de poupança de longo prazo para a reforma, 28% do total dos inquiridos afirmam possuir pelo menos um destes produtos, proporção que sobe para 32% quando se consideram apenas os inquiridos que os conhecem.

Considerando os inquiridos que conhecem os PPR, 31% referem possuir este tipo de produto. Quanto à modalidade de PPR detida, a distribuição é relativamente homogénea: 20% referem possuir um PPR constituído sob a forma de um fundo de pensões, percentagem idêntica à dos que referem ter um PPR constituído sob a forma de um fundo de investimento.

Os PPR constituídos sob a forma de seguros ligados ou não ligados a fundos de investimento representam 17% e 15%, respetivamente. Há ainda uma percentagem significativa dos inquiridos (34%) que declaram não saber ou preferir não responder à questão sobre o tipo de PPR que possuem. Esta proporção expressiva, conjugada com a relativa homogeneidade das restantes respostas, sugere que o desconhecimento efetivo sobre o tipo de PPR detido poderá ser ainda superior ao valor declarado.

Os PPR são contratados maioritariamente através de um banco (80%), sobretudo presencialmente, numa agência (82%). Apenas 12% dos inquiridos indicam recorrer aos canais digitais.

A segurança do investimento é o principal critério indicado na escolha do produto de poupança de longo prazo para a reforma (35%), com particular ênfase na existência de uma garantia do capital investido. Seguem-se, como critérios mais relevantes, a confiança na entidade junto da qual o produto é contratado (17%) e o nível de rendibilidade, ainda que associado a algum risco de perda de capital (11%).

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