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17 supervisores mundiais lançam caça a “influenciadores financeiros” ilegais
Conhecidos como ‘finfluencers’, são personalidades das redes sociais que usam as suas plataformas para promover produtos financeiros
24 Abr 2026 - 17:27
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Foto Adobe stockporavute
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Durante a semana que agora termina, 17 supervisores mundiais lançaram uma ação concertada contra os ‘finfluencers’, personalidades das redes sociais que utilizam as suas plataformas para promover produtos financeiros sem autorização, através de vídeos e publicações online. Estes recorrem à ilusão de um estilo de vida luxuoso, muitas vezes de forma enganadora, para promover o alegado sucesso dos seus investimentos.
Os 17 supervisores mundiais, liderados pela Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido, elegeram a “semana de ação” (de 20 a 25 de abril) para organizar um conjunto de atividades que vão desde ações de fiscalização a campanhas de sensibilização dos consumidores e programas educativos dirigidos a influenciadores financeiros que pretendam atuar de forma responsável.
Participaram, entre outros, a Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC), pela Austrália; a Autoridade de Serviços e Mercados Financeiros (FSMA), pela Bélgica; a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Brasil; a Autoridade Monetária de Singapura (MAS), por Singapura; e a Autoridade do Mercado de Capitais (CMA), pelos Emirados Árabes Unidos.
Milhões de consumidores recorrem cada vez mais às redes sociais em busca de aconselhamento financeiro. No entanto, lidar com uma empresa ou indivíduo não autorizado aumenta a probabilidade de se tratar de um esquema ilícito, o que significa que os consumidores correm o risco de perder o acesso às proteções exigidas pelos vários supervisores financeiros aos prestadores autorizados.
Em 2025, a FCA do Reino Unido emitiu 2.329 alertas sobre empresas e indivíduos não autorizados ou potencialmente fraudulentos.
Steve Smart, diretor executivo de fiscalização e supervisão de mercado da FCA, afirmou: “Este esforço conjunto com parceiros internacionais é vital para ajudar a proteger milhões de consumidores de danos. Só conseguiremos avançar verdadeiramente no combate aos crimes financeiros se cada parte do sistema desempenhar o seu papel, incluindo as empresas de redes sociais.”
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