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42,3% da população universitária é avessa ao risco financeiro

Inquérito da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários mostra que 36,7% dos respondentes afirmam ser pouco ou nada conhecedores de matérias relacionadas com os mercados e produtos financeiros

03 Ago 2026 - 11:11

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Cerca de 423 da população universitária manifesta alguma aversão ao risco financeiroFoto Magnific

Four young adults sitting on outdoor steps, reading books together with backpacks nearby.”,

Cerca de 423 da população universitária manifesta alguma aversão ao risco financeiroFoto Magnific

Cerca de 42,3% da população universitária manifesta alguma aversão ao risco financeiro, enquanto 19,2% revela alguma tolerância a esse risco. Estas são algumas das conclusões do VI Inquérito Online, dirigido maioritariamente à população universitária e realizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) entre 2 de outubro e 20 de novembro de 2025. O estudo contou com 2.319 respostas consideradas válidas e avaliou, pela primeira vez, as atitudes dos inquiridos perante o risco em geral, o risco financeiro e as perdas.

Segundo a CMVM, «os respondentes com mais de 40 anos têm maior aversão ao risco financeiro, enquanto os que têm até 25 anos revelam maior tolerância a esse risco. Os que se identificam como mulheres demonstram menor tolerância ao risco financeiro do que os homens. No que respeita à literacia financeira, os respondentes que percecionam possuir melhores conhecimentos financeiros apresentam maior predisposição para assumir riscos financeiros.»

No estudo, a aversão ao risco é definida como a tendência dos inquiridos para preferirem opções mais seguras, mesmo quando uma alternativa mais incerta pode proporcionar um benefício superior. Nesse sentido, uma pessoa avessa ao risco sente desconforto perante a incerteza e tende a optar por alternativas com resultados mais previsíveis, estáveis ou garantidos.

Apesar de a amostra ser constituída por respondentes com um nível de escolaridade superior ao da generalidade da população portuguesa, persistem algumas fragilidades ao nível da literacia financeira. «Cerca de 36,7% dos respondentes afirmam ser pouco ou nada conhecedores de matérias relacionadas com os mercados e produtos financeiros e 33,1% responderam corretamente a menos de metade das questões de literacia financeira colocadas», refere o inquérito.

«Mais de metade dos respondentes (64,4%) faz uma autoavaliação correta dos respetivos conhecimentos financeiros. No entanto, um em cada cinco subestima os conhecimentos que demonstra possuir, enquanto 15,3% apresenta uma autoavaliação superior aos conhecimentos efetivamente evidenciados», salienta a CMVM.

Quase metade dos respondentes (49,4%) afirma poupar mais de 10% do respetivo rendimento mensal, enquanto 11,6% admite não poupar com regularidade e 5,7% indica não ter efetuado qualquer poupança nos últimos 12 meses.

As principais motivações para a poupança são a constituição de uma reserva para fazer face a despesas imprevistas (64,4%) e para suportar despesas não regulares, como férias e viagens (54,4%). A constituição de uma poupança para a reforma é referida por 32,0% dos respondentes.

Por fim, no que respeita aos riscos associados aos produtos de investimento, os riscos de perda total ou parcial do capital investido e de falência ou insolvência do emitente são os aspetos mais valorizados pelos respondentes.

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