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Reclamações recebidas pela CMVM aumentam 9% no primeiro semestre para 151
A CMVM concluiu que o reclamante não tinha razão em 58% dos casos, em 2% a reclamação não foi admitida e em 3% o reclamante desistiu do processo, enquanto nos restantes, a entidade reclamada satisfez a pretensão do investidor.
04 Ago 2026 - 11:12
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Laginha de Sousa/Presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários
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Laginha de Sousa/Presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários
O número de reclamações recebidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), entre janeiro e junho deste ano, aumentou 9% face ao período homólogo, indicou a entidade, numa nota no seu ‘site’. “No total, foram recebidas 151 reclamações no 1.º semestre de 2026 (uma média mensal de aproximadamente 25), o que compara com as 138 recebidas no período homólogo de 2025”, de acordo com a CMVM, sendo que a maioria foi dirigida a instituições de crédito (73% do total).
Já face ao semestre anterior, o número de reclamações aumentou 14%.
Segundo o regulador, a execução de ordens manteve-se como o principal motivo de reclamação, representando 32% do total, apesar de uma redução de cerca de oito pontos percentuais face ao 1.º semestre de 2025. “Seguiram-se as reclamações relacionadas com a custódia de instrumentos financeiros (19%) e com comissões e encargos, que registaram um aumento para 17% (mais seis pontos percentuais do que no período homólogo)”, lê-se na nota, enquanto a qualidade da informação prestada motivou 10% das queixas.
No que diz respeito aos instrumentos financeiros, as ações foram novamente o ativo mais visado, representando 42% do total de reclamações.
Nos processos analisados, a CMVM concluiu que o reclamante não tinha razão em 58% dos casos, em 2% a reclamação não foi admitida e em 3% o reclamante desistiu do processo, enquanto nos restantes, a entidade reclamada satisfez a pretensão do investidor.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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