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Iate de 102 metros vale processo judicial de 17,5 milhões ao CEO da Revolut
A Cecil Wright & Partners alega que Nik Storonsky contornou uma comissão de 5% na aquisição do iate.
04 Ago 2026 - 15:25
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Foto: Revolut
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O CEO e cofundador da Revolut, Nik Storonsky, foi processado por uma das maiores empresas de aquisição de iates de luxo do mundo, a Cecil Wright & Partners, que pretende receber 17,5 milhões de euros. A empresa alega que o banqueiro contornou uma comissão associada à aquisição de um super iate de 350 milhões.
De acordo com documentos entregues no High Court de Londres consultados pelo Financial Times (FT), a Cecil Wright & Partners foi contactada por um ‘advisor’ da empresa familiar de Storonsky em 2024 para ajuda na construção de um iate. Já em 2025, a Cecil Wright foi questionada sobre a existência de uma embarcação que pudesse ser adquirida diretamente.
Segundo a empresa, esta recomendou a aquisição de um iate de 102 metros, que estava a ser construído por um construtor alemão. Citando a revista de luxo Robb Report, o FT adianta que a embarcação tinha uma piscina interior com fundo de vidro e um ginásio com câmara de crioterapia.
Em janeiro de 2026, o ‘advisor’ da empresa familiar do cofundador da Revolut informou a Cecil Wright de que tinha comprado o iate diretamente ao vendedor, Patrick Dovigi, um empresário e ex-jogador de hóquei canadiano.
A Cecil Wright argumenta agora que tem direito a uma comissão de 5% sobre o preço de venda, mesmo tendo sido colocada de fora do negócio. Ao FT, fonte oficial da empresa de Storonsky considera que a acusação “não tem mérito e vai ser refutada”.
Antes de chegar às mãos de Storonsky, contudo, o iate teve uma trajetória complexa. Encomendado por Dovigi, acabou vendido a um proprietário brasileiro, não identificado, mas que foi detido na sequência de alegações de fraude em novembro de 2025.
Recorde-se que, nesse mesmo mês, foi detido Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, uma instituição que foi liquidada pelo Banco Central do Brasil devido a graves problemas de liquidez.
Com o dono detido, Dovigi comprou de volta o iate e acabou por vendê-lo a Storonsky.
Em declarações ao FT, o fundador da Cecil Wright, Chris Cecil-Wright, indicou que é raro empresários da área se encontrarem em situações destas e é a primeira vez que lhe acontece. Contudo, mantém-se firme na sua posição em relação ao assunto e vai agir, garante.
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