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Mais impostos e custos de venda fazem lucro semestral do Novo Banco cair 15,6% para 367,2 milhões
Nos primeiros resultados divulgados após a intgração no Groupe BPCE, o Novo Banco reporta uma quebra do produto bancário, ao mesmo tempo que regista um aumento de custos devido ao processo de venda.
04 Ago 2026 - 17:16
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Mark Bouke, CEO do Novo Banco
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Mark Bouke, CEO do Novo Banco
O Novo Banco reportou um lucro de 367,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, menos 15,6% do que no período homólogo. De acordo com a instituição, este resultado “reflete o aumento dos custos operativos, decorrente de custos extraordinários associados ao processo de venda do banco, bem como uma taxa efetiva de imposto superior”.
Analisando os resultados divulgados nesta terça-feira pelo Novo Banco – os primeiros desde a sua integração oficial no Groupe BPCE – é possível averiguar que o produto bancário sofreu uma queda de 5% para 758,7%.
Ao contrário dos concorrentes, houve uma queda ligeira nos serviços a clientes (onde estão incluídas as comissões), de 0,5%, para 178,1 milhões, enquanto a margem financeira ascendeu a 563,3 milhões, mais 0,8% do que um ano antes.
Já as despesas operacionais totalizaram 292 milhões, um aumento de 11,8% em relação ao primeiro semestre de 2025. De acordo com o Novo Banco, excluindo os custos extraordinários associados à venda, as despesas teriam aumentado 7,1%. O rácio de eficiência fixou-se em 39,4%. Sem os custos extraordinários, seria 35,5%.
A jogar a favor do Novo Banco estiveram as reduções de provisões. Foram menos 12,1 milhões para empréstimos a clientes e menos 13,2 milhões para outros ativos e contingências. Por outro lado, os impostos cresceram 37,8% para 85,1 milhões.
A carteira de crédito bruta do Novo Banco cresceu 8,3% face ao final de junho de 2025, com destaque para o crédito a particulares, que aumentou 11,4% para 14,06 mil milhões. Dentro deste segmento, a maior fatia do crescimento diz respeito a “outro crédito”, que subiu mais de 30% num ano para 2,75 mil milhões. Já o crédito à habitação teve um incremento de 7,6% para 11,31 mil milhões.
Por sua vez, os empréstimos a empresas aumentaram 5,66% para 15,19 mil milhões.
No que diz respeito à qualidade do crédito, esta continua a melhorar. Segundo os dados revelados, o rácio NPL baixou 0,4 pontos percentuais para 2,8%.
No final de junho, o Novo Banco estava com uma solvabilidade maior, com o rácio CET1 a fixar-se em 19,2%, acima dos 17,4% registados no final de dezembro.
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