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Administração do MPS aprova plano de Lovaglio para adquirir dois rivais e impedir OPA
Luigi Lovaglio tem agora de passar pelos acionistas do MPS para conseguir executar o seu plano de salvação do banco.
21 Ago 2026 - 07:24
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Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias
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Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias
O Monte dei Paschi di Siena (MPS) quer provar por que é o banco mais antigo do mundo em atividade. Alvo de uma Oferta Pública de Aquisição de cerca de 36 mil milhões de euros, proposta pelo maior banco de Itália, o Intesa Sanpaolo, o MPS pretende dar luta e, neste sentido, aprovou a estratégia apresentada pelo seu CEO, Luigi Lovaglio. A informação foi avançada pela agência de notícias italiana ANSA, citando fontes financeiras.
A Reuters indica, citando os media italianos, que a maioria da administração aprovou o plano, mas Lovaglio não conseguiu unanimidade na cúpula da instituição.
A jogada do líder do banco – que também orquestrou a sua própria reeleição no início do ano contra todas as expectativas – consiste em avançar para uma aquisição em dose dupla. Tal como foi noticiado nesta quarta-feira, Lovaglio quer trazer para dentro do MPS o Banco BPM e o Banca Generali.
Recorde-se que o Banco BPM encerrou as conversações sobre uma possível fusão entre as duas instituições recentemente, após ter admitido que não havia progresso nas negociações. Do lado do BPM existe ainda um outro obstáculo, que é precisamente o seu maior acionista, o Crédit Agricole, que afirmou não ver valor numa junção dos dois bancos.
Já o Banca Generali vê de novo um alvo plantado em si. No ano passado, o Mediobanca tentou trilhar este caminho e adquirir o banco que tem o nome da casa-mãe, a seguradora Generali, da qual era, e é, o maior acionista. Ironicamente, o banco de quem tentava fugir com esta estratégia era o MPS.
Contudo, os acionistas do Mediobanca – que se sobrepunham com os da Generali e do MPS – não permitiram que o então CEO, Alberto Nagel, seguisse com o seu plano. Agora, o banco mais antigo do mundo terá de passar pelo mesmo crivo, com a vantagem de não ver um conflito de interesses direto nos investidores do Intesa Sanpaolo.
A agência de notícias italiana ANSA relembra que, na última apresentação de resultados, Lovaglio reiterou que o banco era um “ativo estratégico” para a economia italiana e o seu valor sistémico deriva da sua integridade, argumentou, criticando a intenção do proponente de vender uma parte da rede comercial e a marca à seguradora Unipol, caso o negócio se concretize.
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